Brutalidade

Foto: Reprodução | Anadolu Ajansi

Mais Lidos

  • Governo Trump retira US$ 11 mi de doações de instituições de caridade católicas após ataque a Leão XIV. Artigo de Christopher Hale

    LER MAIS
  • Procurador da República do MPF em Manaus explica irregularidades e disputas envolvidas no projeto da empresa canadense de fertilizantes, Brazil Potash, em terras indígenas na Amazônia

    Projeto Autazes: “Os Mura não aprovaram nada”. Entrevista especial com Fernando Merloto Soave

    LER MAIS
  • Para o sociólogo, o cenário eleitoral é moldado por um eleitorado exausto, onde o medo e o afeto superam os projetos de nação, enquanto a religiosidade redesenha o mapa do poder

    Brasil, um país suspenso entre a memória do caos e a paralisia das escolhas cansadas. Entrevista especial com Paulo Baía

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

09 Mai 2025

No início da Segunda Guerra Mundial, Londres era a maior cidade do mundo, capital do Reino Unido e do Império Britânico. Tinha pouco mais de oito milhões de habitantes.

A reportagem é de Giovanni De Mauro, publicada por Internazionale, 08-05-2025. A tradução é de Luisa Rabolini.

Entre 1940 e 1945, a cidade foi repetidas vezes bombardeada pela Força Aérea Alemã. Os bombardeios mais pesados ocorreram entre 7 de setembro de 1940 e 11 de maio de 1941. O termo Blitz, uma contração da palavra alemã Blitzkrieg (“guerra relâmpago”), foi usado pela primeira vez naquela época na imprensa britânica.

Em julho de 1943, Hamburgo era um dos centros industriais mais importantes da Alemanha nazista. Durante oito dias, a partir da noite de 24 de julho, a cidade foi bombardeada pelas forças aéreas britânica e estadunidense naquele que ainda é considerado o ataque aéreo mais devastador da história da Europa.

O escritor estadunidense Kurt Vonnegut havia sido capturado pelos alemães e estava em Dresden quando a cidade foi arrasada pelos bombardeios britânicos e estadunidenses entre 13 e 15 de fevereiro de 1945, poucos meses antes do fim da Segunda Guerra Mundial. Em Matadouro no. 5, ele conta como viu a cidade quando saiu do abrigo subterrâneo: “Parecia a superfície da lua”.

Devido à sua brutalidade e substancial futilidade, esse bombardeio causou grandes polêmicas também no Reino Unido. Arthur Harris, então chefe do comando dos bombardeiros da Força Aérea Britânica, disse: “No passado, nossos ataques às cidades alemãs eram justificados. Mas fazer isso sempre foi abominável, e agora que os alemães foram derrotados, podemos nos abster disso”.

Clayton Dalton é um médico de emergência estadunidense que escreve para o New Yorker. No final de janeiro, ele passou nove dias em Gaza para prestar serviço em um hospital parcialmente destruído. Em um artigo publicado em abril, ele escreveu: “O exército israelense lançou mais bombas em Gaza do que todas aquelas que caíram sobre Londres, Hamburgo e Dresden durante toda a Segunda Guerra Mundial”.

Leia mais