Os bispos peruanos respondem ao cardeal Cipriani e lembram que as medidas disciplinares contra ele continuam em vigor

Papa Francisco e Caderal Cipriani | Foto: Reprodução/Arquidiocese de Lima

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08 Abril 2025

  • A presidência da Conferência Episcopal Peruana lembra a Cipriani que "o Santo Padre tratou o cardeal com requintada caridade pastoral e procedeu unindo justiça e misericórdia".

  • Em 28 de março, Cipriani enviou uma carta à Conferência Episcopal nacional "exigindo uma retificação a seu respeito", após a nota dos bispos de 28 de janeiro.

A reportagem é de Jesus Bastante, publicada por Religión Digital, 08-04-2025.

"Embora o Cardeal Cipriani tenha todo o direito de afirmar sua inocência, uma vez que a culpa é provada em um processo criminal, não é menos verdade que existe um preceito penal; portanto, ele não deve esquecer a requintada caridade pastoral do Santo Padre". Em nota, a presidência da Conferência Episcopal Peruana respondeu mais uma vez à última demanda do cardeal, que foi sancionado pelo Papa após receber acusações de abuso contra ele, destacando que as medidas disciplinares "continuam em vigor".

Como devemos nos lembrar, em 28 de março Cipriani, por meio dos meios de comunicação do meio clerical fascista, enviou uma carta à Conferência Episcopal Peruana "exigindo uma retificação a seu respeito", após a nota dos bispos de 28 de janeiro.

Em resposta, a presidência da CEP lembra a Cipriani que, ao contrário do que ele sugere, "o Santo Padre tratou o cardeal com requintada caridade pastoral e procedeu unindo justiça e misericórdia".

Assim, recordam as declarações da Sala de Imprensa de 26 de janeiro, que sustenta que "ao Cardeal Cipriani foram impostas, nas palavras do seu Diretor Matteo Bruni, algumas 'medidas disciplinares ainda em vigor hoje, relativas à sua atividade pública, local de residência e uso de insígnias', que foram 'aceitas e assinadas' por ele".

"Lamentamos a dor causada pelos acontecimentos descritos nesta declaração e reafirmamos nossa proximidade às vítimas de qualquer tipo de abuso, porque, como diz o Papa Francisco: 'A dor das vítimas e de suas famílias é também a nossa dor'", conclui o comunicado.

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