Francisco alerta para aumento de suicídios entre jovens

Foto: Vatican Media

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19 Novembro 2024

  • No dia 16 de novembro, o Papa alertou para o aumento dos suicídios entre os jovens, e apelou “à participação ativa” dos jovens na criação de uma rede de relações humanas e abertas.

  • "Sabemos que nem todos os suicídios de jovens são publicados, mas estão escondidos".

A informação é publicada por Religión Digital, 17-11-2024.

No sábado, 16 de novembro, o Papa Francisco alertou para o aumento dos suicídios entre os jovens, uma síndrome de “desconforto preocupante” num contexto de tempos de mudança e de novos desafios, em resposta ao qual apelou a promover “a participação ativa” dos jovens e “criar uma rede de relações humanas e abertas”.

“O aumento dos atos de violência e de automutilação, mesmo o ato mais extremo de tirar a própria vida, são sinais de um mal-estar preocupante e complexo”, disse o Pontífice, em audiência na Santa Sé onde recebeu membros do Conselho Nacional da Juventude Italiana. “Sabemos que, em todo o mundo, nem todos os suicídios de jovens são publicados, mas são ocultados”, acrescentou.

Segundo ele, tudo isto é um expoente de “uma mudança de época, uma metamorfose não só cultural mas também antropológica”, razão pela qual destacou como fundamental que haja “um caminho educativo que envolva todos” para criar “uma aldeia de educação” onde “foi partilhado o compromisso de gerar uma rede de relações humanas e abertas”.

O Papa afirmou que são muitos os desafios que afetam os jovens, incluindo “a dignidade do trabalho, da família, do compromisso cívico, do cuidado da criação e das novas tecnologias”. No entanto, encorajou o Conselho Nacional da Juventude italiano a “promover a participação ativa dos jovens” nas instituições e na sociedade, “a nível local, nacional e europeu”, para criar “uma rede” entre “as muitas realidades associativas inspiradas nos valores de solidariedade e inclusão”.

“Hoje há muitas pessoas sem voz, muitas excluídas, não só socialmente por problemas como a pobreza, a falta de educação ou a ditadura da drogadição, mas também aquelas que perderam a capacidade de sonhar”, tendo em vista que “é essencial construir uma ‘rede’ para sonhar juntos e não perder esta capacidade”, concluiu o Papa.

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