Governo de Israel goza de “escandalosa” impunidade, acusa a Federação Internacional de Jornalistas - FIJ

Foto: South Agency | Canva Pro

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10 Outubro 2024

um ano do conflito em Gaza, a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) contabiliza a morte de 138 profissionais da imprensa na região – 128 palestinos, cinco libaneses, quatro israelenses e um sírio. “Trata-se do maior número de mortos na história do jornalismo”. A título de comparação, em 32 meses de guerra entre Rússia e Ucrânia morreram 18 jornalistas!

A reportagem é de Edelberto Behs.

O secretário geral da FIJ, Anthony Bellanger, lamenta a paralisia das Nações Unidas e denuncia a falta de ação da comunidade internacional. “Esta guerra em Gaza, que agora se estendeu ao Líbano, é a vontade do governo de um homem, o Primeiro-Ministro israelense Benjamin Netanyahu, que pisoteia todas as convenções internacionais”, denuncia a nota da Federação.

Na Assembleia da ONU, em 27 de setembro, Netanyahu justificou a investida do exército israelense, sob o pretexto de lutar contra o terrorismo. A FIJ lembra, olhando para o Iraque e o Afeganistão, que a guerra indiscriminada e os golpes arbitrários contra o terrorismo são ineficazes; “ao contrário, reforçam as ideologias radicais e amplificam as ações dos movimentos combatidos. Sem falar dos ataques indiscriminados contra os civis que criam ao menos duas gerações de ódio e ressentimento contra seus agressores e seus descendentes”.

Bellanger qualifica o governo de Netanyahu como surdo e cego, e lamenta o apoio dos Estados Unidos e da Alemanha às ações israelenses. A FIJ lastima a total paralisação do Conselho de Segurança da ONU, “esclerosado e impotente ante um governo israelense que goza de escandalosa impunidade”. A comunidade internacional deve assumir sua responsabilidade, proclama.

A FIJ esclarece que são jornalistas palestino que assumem todos os riscos para filmar e fotografar com seus smartphones, os únicos que transmitem informações da Faixa de Gaza em plataformas de redes sociais, uma vez que a imensa maioria dos meios de comunicação do mundo estão isolados dessa realidade.

“Se a justiça internacional cumpre com o seu dever, os dirigentes de Israel e do Hamas deveriam sentar-se no banco dos réus sob a acusação que vão desde crimes de guerra a crimes contra a humanidade, mas muitos outros dirigentes políticos terão que comparecer pela cumplicidade com esses crimes”, sustenta a FIJ.

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