James Martin: não há um pingo de homofobia no Papa Francisco

Foto: Brielle French | Unsplash

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20 Junho 2024

  • Martin sugeriu que o Papa não tinha entendido completamente a natureza ofensiva do insulto, que aparentemente usou em tom de brincadeira.

  • Está claro que ele agora entende o quanto essa palavra ofendeu as pessoas. E me deixe dizer que não há um pingo de homofobia no Papa Francisco. Nenhum”, diz Martin ao The York Times.

A reportagem é de José Lorenzo, publicada por Religión Digital, 19-06-2024. 

"Muitos maricas". A palavra depreciativa, usada em duas ocasiões pelo Papa em reuniões separadas a portas fechadas – e pela qual ele emitiu uma declaração de desculpas – gerou dor e confusão em grande parte da comunidade LGTBQ, que acolheu com satisfação as tentativas de abertura do Pontífice em relação cuidado pastoral com esta comunidade de fiéis que nem sempre se sentiram acolhidos na Igreja Católica.

James Martin em audiência com Papa Francisco (Foto: Captura de tela do vídeo do Vatican News)

‘Senti-me magoado’, disseram alguns católicos da comunidade LGBTQ sobre o insulto usado pelo Papa Francisco num artigo preparado pelo New York Times. Na reportagem, é mencionado o conhecido jesuíta James Martin, que naquela época foi recebido pelo Papa – e não é a primeira vez porque existe uma relação muito boa entre os dois – na residência de Santa Marta, onde o papa argentino vive e teve a oportunidade de trocar ideias com ele sobre o assunto.

“Mais uma vez, ele confirmou meu ministério junto às pessoas LGBTQ e mostrou sua abertura e amor pela comunidade LGBTQ. Foi também uma grande alegria receber a sua bênção no 25º aniversário da minha ordenação sacerdotal”, observou em X.

Segundo o referido jornal americano, “Martin sugeriu que o Papa de 87 anos não tinha entendido completamente a natureza ofensiva do insulto, que aparentemente usou em tom de brincadeira”.

“Está claro para mim que ele agora entende o quanto essa palavra ofendeu as pessoas ”, disse Martin. “E me deixe dizer que não há um pingo de homofobia no Papa Francisco. Nenhum”, diz ao The York Times.

Poucos dias depois do encontro, Martin participou de outra audiência e, ao cumprimentar o Papa, abraçou-o por alguns momentos e “fez todo o possível para me agradecer pela nossa conversa”, aludindo àquela, “aberta e honesta sobre padres homossexuais na Igreja e alguns de seus comentários recentes, coisas que não são fáceis de discutir", escreveu ele em outro post no X. "Acho que isso diz muito sobre sua abertura e sua disposição para ouvir e aprender".

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