Gaza, território minado para jornalistas

Foto: Ali Jadallah | Anadolu Agency

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16 Mai 2024

O relatório anual da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) informa a morte de 129 profissionais da imprensa em 2023, 70% dos casos registrados na guerra de Gaza. O Brasil não aparece com nenhum caso. As Américas e o Caribe registraram 11 assassinatos no período, número inferior ao registrado no ano anterior. O México, com sete ocorrências, foi o país mais letal para jornalistas na região. No ano passado, morreram 14 mulheres jornalistas; uma morte, do total de 129, foi acidental.

A reportagem é de Edelberto Behs.

Apesar da diminuição dos assassinatos de profissionais da imprensa na região, as ameaças, a criminalização do trabalho jornalístico e a impunidade são os grandes problemas, quase que permanentes. Estudo da UNESCO, que analisa o período 2006 a 2021, mostra que 78% dos assassinatos de jornalistas na América Latina e no Caribe estão impunes.

Esse é o 33º relatório da FIJ, iniciado em 1990. Nesse período, houve apenas quatro piores contagens de assassinatos de jornalistas, precisamente nos anos relacionados à invasão do Iraque pelos exércitos invasores, com o recorde, em 2006, de 155 mortes.

O relatório também registrou em 2023 a prisão de 427 jornalistas e trabalhadores e trabalhadoras dos meios de comunicação. A China é o país mais repressor, com 80 detidos, seguida por Myanmar com 51 presos, a Turquia com 41, a Federação Russa com 40 e a Bielorrússia com 35.

A cada ano a FIJ enfatiza que nenhuma notícia vale a vida de um/a jornalista. Assinala, contudo, que há muitas situações em que esses profissionais são deliberadamente atacados para silenciar suas histórias e restringir o público de saber o que está se passando. A cidadania, frisa o secretário-geral da FIJ, Anthony Bellanger, tem o direito democrático de estar devidamente informada.

“Os dados mortais do ano ilustram até que ponto é necessário contar com um instrumento internacional vinculante que obrigue os Estados a adotarem mecanismos chaves para proteger a segurança e a independência dos/as jornalistas”, arrolou.

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