A coragem dos bispos russos. Artigo de Tonio Dell’Olio

Foto: Ministério da Defesa da Ucrânia | Flikcr cc

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21 Outubro 2022

 

Uma pena que a nota divulgada por D. Paolo Pezzi, arcebispo de Moscou, em nome da Conferência dos Bispos Católicos da Rússia, não tenha recebido a atenção que merecia.

O comentário é de Tonio Dell'Olio, presidente da Pro Civitate Christiana, publicado por Mosaico di Pace, 20-10-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

Palavras proferidas não da confortável sala de estar de uma casa europeia, mas do próprio coração da capital russa no rescaldo da "mobilização parcial" que reconvocava ao serviço 300.000 reservistas para enviá-los para o front de guerra. O documento afirma que a participação nas hostilidades "é uma questão de consciência humana" que, como lemos no Catecismo da Igreja Católica, é "o núcleo mais secreto e o santuário do ser humano, onde fica sozinho com Deus" e a cujo "justo juízo deve sempre obedecer”.

A Igreja - continua D. Pezzi - lembra às autoridades do Estado que eles “devem prever de forma equânime ao caso de quem, por motivos de consciência, recusar o uso das armas", embora continuando “obrigados a prestar alguma outra forma de serviço à comunidade humana". "Esse direito - salientam os bispos católicos - está sancionado na parte 3 do artigo 59 da Constituição da Federação Russa e pedimos sua constante observância”.

"O confronto na Ucrânia se transformou em um conflito militar em ampla escala que já custou milhares de vidas, minou a confiança e unidade entre países e povos e ameaçou a existência de todo o mundo. Como há seis meses, queremos repetir o ensinamento da Igreja, seguindo o Santo Evangelho e a antiga Tradição: a guerra nunca foi e nunca será um meio de resolver os problemas que surgem entre as nações".

E a nós só resta expressar toda a admiração possível pela coragem dos bispos russos.

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