Caso do bispo belga Lucas Van Looy rompe uma corrente de silêncios no combate à pedofilia

Lucas Van Looy, arcebispo emérito de Ghent, na Bélgica. (Foto: Screenshot | YouTube)

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20 Junho 2022

 

Ainda não sabemos, com rigor e fundamento, quais são as razões últimas pelas quais Dom Lucas Van Looy, bispo belga com mais de 80 anos, declarou que não quer a púrpura que o Papa Francisco anunciou há alguns dias para ele e outros 20 eclesiásticos no consistório do dia 27 de agosto.

 

O comentário é de Luís Badilla, publicado em Il Sismografo, 16-06-2022. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

 

Parece que a grande recusa do prelado belga se baseia no fato de que ele mesmo e outros nas altas hierarquias católicas consideram que, na luta contra a pedofilia do clero, ele foi fraco e ambíguo. Em suma, encobriu crimes e pecados dos membros do seu clero.

 

Não sabemos como o caso vai acabar e o que o papa dirá, caso enfrente o escândalo. Por enquanto sabemos – e não é pouca coisa – que um presbítero belga, que, por vontade do Papa Francisco, deveria receber o barrete cardinalício, retirou-se pessoalmente (autodenúncia) revelando passagens da sua vida sacerdotal e episcopal que o pontífice deveria conhecer. Obviamente, o fato de Francisco não saber nada de tudo isso explica por que ele o incluíra na lista dos 21 novos cardeais.

 

Tudo isso levanta à consciência dos católicos, mas também à opinião pública em geral, não poucas perguntas sobre essas criações de cardeais e são, em grande parte, tão graves quanto as que dizem respeito às nomeações dos bispos.

 

O gesto de Lucas Van Looy, de grande relevância, rompe a corrente dos silêncios que gira em torno da pedofilia há muitos anos, até mesmo entre os membros do Colégio Cardinalício. Basta lembrar os nomes de cardeais como Angelo Sodano, Darío Castrillón Hoyos, Oscar Rodríguez Maradiaga, Norberto Rivera Carrera etc. etc.

 

 

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