Papa Francisco escreve ao coletivo New Ways Ministry, de defesa da comunidade LGBTQIA+ católica: “Obrigado pelo seu importante trabalho”

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10 Dezembro 2021

 

As manchetes de ontem revelavam que o Papa Francisco esteve em contato com o New Ways Ministry neste ano, agradecendo ao grupo por seu trabalho e respaldando sua cofundadora.

 

A reportagem é de Robert Shine, publicada por New Ways Ministry, 09-12-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

 

De acordo com o jornal National Catholic Reporter:

“Em duas cartas ao New Ways Ministry neste ano, o Papa Francisco cumprimentou a organização por sua divulgação da comunidade LGBTQIA+ e se referiu à irmã Jeanine Gramick, cofundadora, como uma ‘valente mulher’ que sofreu muito por seu ministério”.

“Escritas em espanhol em papel timbrado oficial do Vaticano, as cartas de Francisco mencionam que o Papa está ciente de que a ‘história do New Ways Ministry não foi fácil’, mas que amar o próximo ainda é o segundo mandamento, ligado 'necessariamente' ao primeiro mandamento de amar a Deus”.

“‘Obrigado por seu trabalho prestativo’, escreveu Francisco em uma carta de 17 de junho dirigida a Francis DeBernardo, diretor-executivo do New Ways Ministry, que tem sede em Mount Rainier, Maryland, EUA”.

Em uma carta anterior em 3 de maio, o Papa Francisco respondeu a DeBernardo, dizendo: “Ajudou-me muito saber a história completa que você contou” sobre a história do New Ways Ministry. O Papa acrescentou: “Às vezes, recebemos informações parciais sobre pessoas e organizações, e isso não ajuda. A tua carta, ao narrar com objetividade a sua história, dá-me luz para melhor compreender certas situações”.

Comentando sobre o trabalho da irmã Jeannine Gramick, a cofundadora da organização que já enfrentou a censura do Vaticano, Francisco comentou: “Eu sei o quanto ela sofreu... Ela é uma mulher valente que toma suas decisões em oração”.

A correspondência tornou-se pública na mesma semana em que um webinar do New Ways Ministry sobre o Sínodo sobre a Sinodalidade foi postado e posteriormente removido de um site do Vaticano. A remoção foi supostamente motivada por uma intervenção da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos – USCCB.

Essa remoção por autoridades da Igreja é o que levou o New Ways Ministry a compartilhar as correspondências. DeBernardo disse que fazer isso foi um “grande erro” por parte do alto clero da Igreja porque “colocar nosso vídeo lá foi uma forma de mostrar que o Vaticano leva a sério o alcance das pessoas marginalizadas, as pessoas LGBTQIA+ em particular”.

Ao National Catholic Reporter, ele acrescentou: “Não estávamos planejando tornar a carta [do Papa] pública, mas dada esta situação, é importante que as pessoas saibam. Acreditamos que [Francisco] deseja que as pessoas LGBTQIA+ falem, e pensamos que seria importante para ele, para sua mensagem e para o seu convite à inclusão, que as pessoas soubessem que ele tem se correspondido conosco”.

O jesuíta James Martin, que inicialmente postou sobre o vídeo do seminário online do New Ways Ministry, que aparece em um site oficial da Igreja, disse:

“‘A calorosa carta do Santo Padre ao New Ways Ministry não é apenas mais um passo em seu alcance às pessoas LGBTQIA+, mas o início de uma espécie de reabilitação para o New Ways, e também para a irmã Jeannine [Gramick], em reconhecimento de seu importante ministério em nossa igreja...não existe um Dicastério do Vaticano para Pessoas LGBTQIA+ ou uma pastoral na USCCB para pessoas LGBTQIA+, então os canais oficiais são mais ou menos inexistentes’”.

Mas, reforçado pela correspondência com o Papa Francisco, o New Ways Ministry não se intimidou em encorajar os católicos LGBTQIA+ e aliados a participarem do processo sinodal. DeBernardo explicou:

“Apesar do que alguns líderes da igreja possam dizer ou pensar de nós, parece que o Papa Francisco está feliz por estarmos estendendo a mão e ajudando a trazer pessoas LGBTQIA+ para a igreja e ajudando aqueles que estão aqui para ficar...”.

“Nós do New Ways Ministry assumimos o compromisso de promover a experiência sinodal e continuaremos a fazê-lo, mas isso apenas torna o nosso trabalho, que acreditamos estar a serviço da missão do Papa, muito mais difícil de ser feito”.

 

 

 

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