O rabino-chefe de Roma sobre o Papa Francisco: “Sua mensagem é perigosa para o judaísmo”

Foto: MRECIC ARG | Wikimedia Commons

Mais Lidos

  • Xadrez: a patranha de André Mendonça e as grandes falsificações da história. Artigo de Luís Nassif

    LER MAIS
  • São as instituições e relações sociais que decidem como ocorrem a apropriação da riqueza e sua conversão em qualidade de vida, afirma o pesquisador

    “O problema brasileiro não é falta de trabalho. É a qualidade da inserção e o modo como os ganhos econômicos são repartidos”. Entrevista especial com Erik Chiconelli Gomes

    LER MAIS
  • "A manobra da AfD é colossal, algo nunca visto desde 1945. A Europa está em perigo". Entrevista com Romano Prodi, ex-primeiro ministro da Itália

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

26 Agosto 2021

 

Riccardo Di Segni: "Os judeus parecem justicialistas, os cristãos bons e misericordiosos".

A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada por La Stampa, 16-10-2015. A tradução é de Luisa Rabolini.

Gelo inesperado nas relações que nunca foram tão boas com nos últimos tempos entre o Vaticano e os irmãos mais velhos. A mensagem de Francisco, "que é vista acima de tudo como amor, é perigosa para o judaísmo", afirma o rabino-chefe de Roma, Riccardo Di Segni, em uma entrevista ao L'Espresso. “Repropõe a ideia de que, com a chegada de Jesus, o Deus do Antigo Testamento mudou: primeiro era severo e vingativo, depois se tornou o Deus de amor. Portanto - diz Di Segni - os judeus são justicialistas e os cristãos bons e misericordiosos. É uma aberração teológica muito antiga, que permaneceu uma espécie de doença infantil do cristianismo”.

Além disso, “é um Papa muito interessante, com quem se consegue dialogar”, afirma Di Segni. Mas, segundo o rabino, “continuar a usar, como faz o Papa, o termo 'fariseus' com uma conotação negativa pode reforçar o preconceito de um público despreparado”. O líder espiritual da mais antiga comunidade judaica da Europa relata a resposta do pontífice: “Compreendo bem. Eu sou um jesuíta e também a palavra ‘jesuíta’ tem ressoa como algo negativo”. “Vi que depois - destaca Di Segni - ele ficou mais atento a isso”.

O Secretário-Geral da CEI, Nunzio Galantino, à margem da Conferência dos jovens da Confindustria em Capri, respondeu às afirmações veiculadas na entrevista: “Não dizemos absolutamente isso, são coisas da década de 1950”, disse. “Essas coisas hoje na teologia absolutamente não cabem mais”, frisou monsenhor Galantino respondendo a uma pergunta.

O porta-voz da Comunidade Judaica romana Fabio Perugia depois esclareceu que “o título da entrevista (“Eu, judeu, temo o Deus de Francisco”, ndr) no jornal L'Espresso não encontra respaldo em nenhuma declaração feita à jornalista”.

 

Leia mais