Alemanha. O relatório sobre os abusos do clero em Colônia incrimina os cardeais Meisner e Höffner

Foto: Vatican News

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

20 Novembro 2020

O cardeal Woelki, atual arcebispo de Colônia, na Alemanha, reconhece: “foi cometido um grave erro”.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 20-11-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

A., um padre que hoje tem 87 anos, trabalhou em três dioceses diferentes apesar das condenações por abusos sexuais. Em 1972 o padre, que pertence à arquidiocese de Colônia foi condenado à prisão por “fornicação continuada com crianças e vulneráveis”.

No entanto, foi transferido para a diocese de Münster em 1973 e permanecendo até 1989, quando foi novamente condenado por atos sexuais com menores e voltou a Colônia pouco depois como capelão em um asilo de idosos, como conta o portal Katolische.

Ainda, como padre aposentado esteve em Bochum-Wattenscheid, na diocese de Essen, desde 2002 até 2015. Somente, em 2019, o cardeal Woelki, sucessor do cardeal Meisner em Colônia, proibiu o clérigo de qualquer serviço sacerdotal.

Segundo uma investigação inédita dos escritórios de advocacia Westpfahl Spilker Wastl, o cardeal Höffner, predecessor de Meisner em Colônia, teria reincorporado o padre A. ao serviço pastoral apesar de sua condenação, “descuidado da adoção de medidas legais em virtude do direito canônico contra o clérigo”.

Seu sucessor, Mesiner, também sabia dos crimes do padre, porém “contrariamente a seu dever, absteve-se de qualquer sanção assim como as medidas de proteção das crianças e jovens em perigo”.

Por fim, agora, o cardeal Woelki, sucessor dos falecidos Höffner e Meisner, reconhece que, no caso do padre A., foi cometido “um grave erro”. O prelado reconhece que não se levou em conta as advertências contra o padre. E ainda, “foi escondido” e “não foi castigado, abandonando a suspensão por razões completamente inexplicáveis”.

Woelki explicou ainda que, como bispo responsável, teria feito com que se investigassem os fatos e iniciado um processo penal de acordo com o direito canônico: “a sentença foi ditada, ainda que a confirmação da Congregação para a Doutrina da Fé em Roma siga pendente”.

 

Leia mais