'É ato terrorista, esse Greenpeace só nos atrapalha', diz Bolsonaro sobre óleo em praias do NE

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25 Outubro 2019

O presidente Jair Bolsonaro associou a ONG Greenpeace ao vazamento de óleo que afeta o litoral do Nordeste, em conversa com jornalistas na China, na noite desta quinta-feira (24).

Questionado sobre os comentários do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que associou uma embarcação da ONG ao derramamento, Bolsonaro usou o termo terrorismo e criticou enfaticamente a organização internacional.

"Para mim isso é um ato terrorista. Para mim, esse Greenpeace só nos atrapalha", afirmou.

A informação é de Ricardo Senra, publicada por BBC News Brasil, 25-10-2019.

Falando com jornalistas na China, presidente criticou reiteradamente ONG — que por sua vez informou pretender tomar medidas legais contra declarações de ministro mais cedo. (Foto: Isac Nóbrega/Presidência da República)

O presidente disse que vai conversar com seu ministro para entender detalhes sobre o tema. Ao fim da entrevista, o presidente repetiu: "O Greenpeace não nos ajuda em nada."

Pelo Twitter, Salles havia publicado uma foto do navio Esperanza, usado pela ONG, com um comentário que sugere vínculo dela com a onda de contaminação nas praias.

"Tem umas coincidências na vida né... Parece que o navio do #greenpixe estava justamente navegando em águas internacionais, em frente ao litoral brasileiro bem na época do derramamento de óleo venezuelano…" escreveu.

A foto usada por ele na publicação é de 2016 e foi tirada no oceano Índico.

Em nota, o Greenpeace informou que tomará medidas legais após as declarações do ministro: "Tomaremos todas medidas legais cabíveis contra todas as declarações do Ministro Ricardo Salles. As autoridades têm que assumir responsabilidade e respondem pelo Estado de Direito pelos seus atos."

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, cobrou explicações do ministro sobre sua publicação no Twitter: "O seu tuíte faz uma ilação desnecessária".

Queiroz: 'Inocente ou culpado, não sei'

Bolsonaro também voltou a comentar o áudio de Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, sobre negociação de cargos no congresso.

"É um áudio bobo", disse inicialmente o presidente.

"Se tivesse fila (para cargos), todo mundo saberia", afirmou, lembrando que Queiroz é "meu amigo desde 1985" e que "não converso mais com ele desde esse problema" (a eclosão da crise).

Depois, o presidente disse que medidas legais podem ser tomadas contra Queiroz.

"Por que não tem uma ordem de prisão em cima dele? Simples. Mandado de busca e apreensão. Tá sendo feito o serviço. Eu não tenho nada a ver com esse caso", disse.

Para Bolsonaro, Queiroz pode ter sido traído pela pessoa que divulgou o áudio para o jornal O Globo, que revelou o caso nesta quinta-feira.

"Se for verdade o áudio, ele conversou com o amigo dele e o amigo dele deu uma de amigo da onça, gravou e passou pra frente."

"Ele que se explique, tá?", prosseguiu o presidente. "Se é inocente, culpado, eu não sei."

Em um vídeo divulgado nesta quinta, Flávio Bolsonaro minimizou o caso.

"O que fica bem claro nesse áudio é que ele não tem nenhum acesso ao meu gabinete, me parece bastante óbvio, tanto é que ele está ali fazendo uma reclamação de que não tem acesso a nenhum cargo, nenhum tipo de espaço. É só isso que está dizendo este áudio. É óbvio que a imprensa vai fazer um estardalhaço em cima disso."

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