Documentário relata a (des)humanidade de uma missão de resgate no Mediterrâneo

Missão da Open Arms, no Mar Mediterrâneo. Foto: Open Arms

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14 Setembro 2019

A embarcação da ONG Open Arms partiu em missão no dia 29-07-2019, saindo do porto de Siracusa, na Sicília. Navegando pelo Mar Mediterrâneo em direção à Líbia para encontrar migrantes e refugiados em alto mar. Sob comando da capitã Ani Montes e do capitão Marc Reig foram 23 dias em alto-mar, e o resgate de 160 pessoas. No entanto, deste tempo, oito dias foram próximos à costa italiana, impedidos de atracar no porto de Lampedusa, e na ilha de Malta. O canal estatal da Espanha RTVE acompanhou a missão, dita por seus organizadores como a “mais difícil de todas”, e disponibilizou o documentário online.

A missão da Open Arms iniciou menos de um mês depois da prisão da capitã do Sea Watch 3 Carola Rackette, em 29-06-2019, no porto de Lampedusa. A perseguição impetrada pelo então ministro do Interior italiano Matteo Salvini, foi clara em relação às embarcações. “Por que sempre a Itália? Basta!”. A Open Arms não hesitou em enfrentar. Venceu judicialmente uma primeira batalha contra o decreto de Salvini que os proibia de entrar em águas italianas, e se aproximaram a 1km do porto. Mas ainda não podiam desembarcar, e assim ficaram por mais três semanas.

Mapa de Lampedusa, Itália (Gráfico: Wikimedia Commons)

Com 160 pessoas a bordo, de diferentes nacionalidades e falando diferentes idiomas, com poucos recursos para alimentar a tripulação, o documentário relata desde as disputas políticas e ao desespero dos migrantes resgatados para salvarem a sua vida. Após 19 dias parados em frente ao porto, finalmente na madrugada do dia 21-08, a promotoria italiana emitiu a permissão de desembarque dos migrantes resgatados.

O relato da Missão 65 da Open Arms está disponibilizado no vídeo abaixo (em espanhol):

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