Estive em 26 Universidades dos EUA e ninguém pensa duas vezes antes de definir Bolsonaro: “Fascista”

Jair Bolsonaro e Donald Trump, em coletiva de imprensa, na Casa Branca, Washington DC, EUA, 19-03-2019. Foto: Alan Santos | Presidência da República

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20 Março 2019

Bolsonaro não vai conseguir mudar sua imagem no exterior de racista e ditador porque ela reflete exatamente o que ele é, escreve Rosana Pinheiro-Machado, cientista social e antropóloga, docente da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) em artigo publicado por The Intercept, 18-03-2019.

Eis o artigo.

No domingo, dia 17, Bolsonaro embarcou para os Estados Unidos para se reunir com empresários e o presidente Donald Trump. Com razão, ele anda preocupado com sua imagem pública de racista e ditador lá fora. Para mudar isso, o governo trocará o embaixador brasileiro em Washington, Sérgio Amaral, “que não estaria vendendo uma boa imagem do Brasil no exterior”.

Será que vai funcionar? Minha andança recente pelos Estados Unidos me passou a impressão de que a tentativa será em vão.

Nos últimos dois meses, passei por uma espécie de peregrinação pelas universidades norte-americanas, em um giro acadêmico que teve uma agenda de grande amplitude: foram 26 universidades, 35 palestras e dezenas de encontros com jornalistas, ativistas, estudantes e coletivos organizados em defesa da democracia. A ideia do tour surgiu logo após as eleições, quando a professora Érika Larkins, diretora do Brazil Program da Universidade Estadual de San Diego, convidou-me para explicar (com base em minhas pesquisas e de Lúcia Scalco) o fenômeno da extrema direita e a ascensão de Jair Bolsonaro para os “gringos”, sob uma perspectiva crítica.

A íntegra do artigo pode ser lida aqui.

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