México. Solalinde recusa a oferta de López Obrador e não liderará a Comissão de Direitos Humanos

Foto: Secretaría de Cultura Ciudad de México

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14 Julho 2018

"Não há nenhuma objeção e nem se rompe o estado de direito ou o estado laico, se eu o fosse, ainda sendo sacerdote porque os direitos humanos não são incompatíveis com o ministério, mas eu quero ser livre", afirmou Solalinde. O padre recomendou Elizabeth Lara Rodríguez para o posto.

A reportagem foi publicada por Religión Digital, 13-06-2018. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

O sacerdote católico e ativista mexicano Alejandro Solalinde declinou nesta quarta-feira o convite que fez o presidente eleito no México, André Manuel López Obrador, para que dirija a Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) do país durante seu governo que começa em dezembro.

“Decidi declinar o convite para ser o próximo ombudsman”, afirmou Solalinde em uma coletiva de imprensa.

Solalinde, reconhecido defensor dos direitos humanos e de migrantes no México, assegurou que ainda que o cargo de ombudsman e ministro religioso não sejam excludentes, sua decisão se sustenta na sua intenção de se manter livre e independente no seu apostolado.

“Não há nenhuma objeção e nem se rompe o estado de direito ou o estado laico, se eu o fosse, ainda sendo sacerdote porque os direitos humanos não são incompatíveis com o ministério, mas eu quero ser livre”, apontou Solalinde.

O ativista se definiu como um sacerdote “de pés no chão” e disse que não vê a si mesmo como funcionário, não obstante, que a CNDH seja um órgão autônomo do Estado.

“Não posso ser funcionário, sei que não seria do governo, mas sim do Estado, porque a CNDH é um órgão autônomo” porque tem que ser um contrapeso. “Pensei e disse: Não, eu quero ser livre”, acrescentou o sacerdote católico.

Recordou que antes de ser candidato, López Obrador lhe pediu que propusesse meia centena de pessoas com o perfil para desempenhar o posto de ombudsman mexicano. E já como ganhador do pleito do 1º de julho, propôs Solalinde como candidato à CNDH.

López Obrador me disse que se por alguma razão eu não quisesse ou não pudesse, me deixava em total liberdade, porém que apontasse à pessoa, homem ou mulher, que eu proporia para que fosse o ou a próxima ombudsman”, comentou.

Solalinde confirmou que recomendou a López Obrador que considere como candidata a dirigir a CNDH Elizabeth Lara Rodriguez, atualmente representante ombudsman no sulino estado mexicano de Oaxaca.

“É muito honroso tudo isso”, assegurou Lara Rodríguez sobre a proposta que Solalinde fez para ser considerada candidata a dirigir a CNDH, cargo que se designa com o respaldo da maioria de voto do Senado mexicano.

Lara Rodríguez confirmou que esperará o procedimento de designação para inscrever-se nos tempos que marca tanto a comissão como o Senado.

López Obrador ganhou as eleições presidenciais do passado 1 de julho como candidato do Movimento Regeneração Nacional (MORENA), dos partidos do Trabalho (PT) e Encontro Nacional (PES) e tomará posse no próximo 1 de dezembro.

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