Bangladesh: recuperados os corpos de 26 Rohingya em fuga do inferno de Myanmar

Mais Lidos

  • Aumento dos diagnósticos psiquiátricos na infância, sustentado por fragilidades epistemológicas e pela lógica da detecção precoce, contribui para a medicalização da vida e a redefinição de experiências comuns como patologias

    A infância como problema. Patologização e psiquiatrização de crianças e adolescentes. Entrevista especial com Sandra Caponi

    LER MAIS
  • A visita de Rubio ao Papa foi marcada por sorrisos e desentendimentos: confrontos sobre Cuba e Irã

    LER MAIS
  • Leão XIV: o primeiro ano de um papa centrista. Artigo de Ignacio Peyró

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

02 Setembro 2017

Vinte e seis corpos foram recuperados na margem do Naf, no sudeste de Bangladesh, depois que três barcos com refugiados da minoria étnica muçulmana dos Rohingya naufragaram.

A reportagem é do sítio EuroNews, 31-08-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Os corpos, pertencentes todos a mulheres e crianças, foram reencontrados na quinta-feira pelos habitantes de um vilarejo perto do rio que separa o país de Myanmar, onde, há uma semana, foram retomados os confrontos entre militares do Exército e os militantes muçulmanos do Arakan Rohingya Salvation Army.

De acordo com as Nações Unidas, mais de 27.400 Rohingya atravessaram a fronteira com Bangladesh desde sexta-feira passada.

“Os budistas estão nos matando, queimando as nossas casas e tentando atirar contra nós. Mataram o meu marido a tiros”, explica uma mulher birmanesa que conseguiu escapar.

Enquanto os Rohingya defendem que, no Myanmar, está em curso uma verdadeira campanha para forçá-los a abandonar o país, as autoridades birmanesas negam toda acusação. O Exército estaria realizando uma operação contra os terroristas, protegendo os civis.

Enquanto isso, em Yangon, os nacionalistas budistas saíram às ruas para pedir que os militares assumam o controle da situação, que está se deteriorando cada dia mais. Mais de 100 pessoas foram mortas, e vilarejos inteiros foram destruídos.

Leia mais