México está se tornando um "país doente e violento", constata a igreja católica

Pela paz no México | Foto por Public Domain Photography, Pixabay

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04 Julho 2017

A arquidiocese católica afirmou ontem que vê o México como um "país doente e violento" devido ao aumento do uso de drogas, especialmente entre os jovens, o que é atribuído ao fracasso das políticas de prevenção do governo.

A informação é publicada por 7dias.com.do, 03-07-2017. A tradução é de Henrique Denis Lucas.

O jornal semanal Desde la Fe, da Arquidiocese do México, ressaltou em um editorial que os números da Pesquisa Nacional de Consumo de Drogas, Álcool e Tabaco de 2016 "mostram um aumento alarmante do uso de drogas ilícitas entre os jovens, que dobrou nos últimos cinco anos".

"Desta forma, 8,4 milhões de pessoas já experimentaram substâncias ilegais, particularmente a maconha. O relatório também destaca que o abuso de drogas está se agravando tanto por homens quanto por mulheres", relatou.

No último 19 de junho, foi publicado no Diário Oficial da Federação um decreto que altera o Código Penal Federal e a Lei Geral da Saúde no que diz respeito ao uso medicinal da maconha, que considerou o "primeiro passo dos defensores da cannabis rumo à liberação total".

"Ainda que a aplicação médica exija controles mais rígidos de administração em pessoas com doenças crônicas e terminais, o México ainda não está preparado para evitar que a corrupção e a impunidade do comércio ilegal no mercado negro façam dessa proibição um negócio lucrativo", considerou.

Segundo a publicação, "é revelador que o aumento de usuários de droga tenha acontecido em um período crítico, quando o número de mortes violentas aumentou durante este governo, desde dezembro de 2012".

"Os fatos mostram, de forma contundente, os gravíssimos problemas que as autoridades querem resolver, como se dessem aspirina a pacientes terminais, por meio da legalização das drogas, para desatar um nó cego que quase nos mata sufocados", explicou.

Ainda acrescentou que "as políticas de prevenção ao uso de drogas demonstram um aparente fracasso que não impediu a queda livre", enquanto as ações estatais "ignoraram o fortalecimento da família, contribuindo para a geração de modelos estrangeiros, destruindo esta instituição fundamental que em grande parte é uma escola de prevenção da toxicodependência".

O texto afirma que "enquanto não houver diretrizes eficazes promovidas pelas autoridades políticas responsáveis, a luta só será traduzida em medidas repressivas e ações legislativas que aumentam o número de viciados, que, ao longo dos anos, representarão um grave problema de saúde e assistência social que não saberemos como resolver. "

"Em nosso triste horizonte surge um país doente e violento", pontuou.

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