Cardeais juntam-se às críticas a Trump por abandonar o Acordo de Paris

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05 Junho 2017

Primeiro, os bispos dos Estados Unidos. Agora, algumas das figuras mais influentes na Igreja mundial recriminam Donald Trump por ter abandonado o pacto climático de Paris. "É algo que não esperávamos que aconteceria", disse o cardeal Peter Turkson. Por sua vez, o arcebispo Silvio Tomasi declarou que "se você se limitar às necessidades de seu próprio país, não vai resolver o problema".

A reportagem é de Cameron Doody, publicada por Religión Digital, 02 -06-2017. A tradução é de Henrique Denis Lucas.

De visita nesta quinta-feira à Universidade de Georgetown, em Washington, tanto Turkson, Prefeito do Dicastério para o Desenvolvimento Humano, quanto Tomasi, até pouco tempo atrás Observador Permanente da Santa Sé nas Nações Unidas, em Genebra, lamentaram a decisão de Trump de deixar o pacto entre 195 países para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa.

"Algumas questões devem ser retiradas da discussão política e não devem ser politizadas", opinou Turkson à respeito do desprezo demonstrado por Trump ao pacto, tal qual cita o Washington Post. "A verdade é que o clima é um bem público global e não pertence a nenhum país".

Embora "o Vaticano sempre respeitará a decisão de um Estado soberano", continuou o purpurado, a batalha para aumentar a conscientização sobre a necessidade de cuidar do planeta não será dada por vencida. "Continuaremos falando sobre as mudanças climáticas", destacou Turkson, "esperando que possa haver alguma mudança".

Por sua vez, e ainda que não tenha mencionado especificamente Trump em suas declarações, o arcebispo Tomasi criticou o que ele percebe como "uma tendência de parte da população em voltar-se para si mesma".

"Há uma tendência nacionalista na Europa", declarou o prelado, "assim como existe nos EUA". Tudo se resume, para ele, a essas duas perspectivas. "Uma crê que a solução para os problemas de hoje vem quando os países se encerram em si mesmos. A outra sabe que se juntarmos forças podemos resolver os problemas".

O arcebispo Tomasi, em uma alusão apenas velada à política trumpista de colocar a "América em primeiro lugar", rejeita de maneira taxativa: "se você se limitar às necessidades de seu próprio país, não vai resolver o problema".

Outro peso pesado da Igreja como o Cardeal Reinhard Marx, o Presidente da Comissão de Conferências Episcopais da Comunidade Europeia (COMECE), também criticou Trump por deixar o pacto pelo clima. O purpurado alemão emitiu um comunicado a este respeito no qual assegurou que esta decisão "Corrói a confiança mundial alcançada com o acordo da Conferência de Paris sobre o Clima".

Apesar de não considerar uma surpresa, o cardeal Marx qualificou esta decisão de Trump como "um grande desafio para a proteção do clima a nível internacional".

Até o momento em que a decisão de Trump se tornou pública, a esperança de "influenciar positivamente a sua decisão" residia nas discussões do G7 e na reunião entre o presidente dos Estados Unidos e o Santo Padre.

O cardeal recordou que a encíclica Laudato si', do Papa Francisco, sobre como cuidar de nosso lar em comum, "sublinha que a fraqueza da política internacional está radicada no fato de que muitos interesses particulares têm prioridade sobre o bem comum" e considerou lamentável que hoje esta análise seja confirmada e "que a responsabilidade global se detenha nas fronteiras de um país".

No entanto, "a comunidade internacional não deve ser desencorajada e os europeus, em particular, têm o dever de permanecerem juntos e desempenhar um papel de liderança na proteção da criação", ele incentivou.

Apesar do revés envolvendo a saída dos Estados Unidos do acordo de Paris, o Vaticano continua no seu plano de tornar-se o primeiro país do mundo livre das emissões de dióxido de carbono. Para alcançar este objetivo ambicioso recorrerá tanto ao uso de fontes de energia renováveis quanto a expansão da mobilidade elétrica. Neste último âmbito, a Opel acaba de fazer a sua parte: a marca alemã entregou um exemplar do Ampera-e ao Papa Francisco.

"Estamos orgulhosos de poder contribuir para os ambiciosos objetivos da Cidade do Vaticano. Nosso novo Ampera-e fará com que a mobilidade elétrica seja viável para o uso diário, sem qualquer compromisso", disse o presidente e diretor executivo da empresa, Karl-Thomas Neumann.

O executivo da Opel reuniu-se com o representante máximo da Igreja Católica durante a conferência "Laudato Si': Sustentabilidade da Comunicação e Inovação", que congregou representantes de instituições, empresários, especialistas e líderes de opinião.

Durante a conferência, na qual foram abordadas temáticas-chave acerca da sustentabilidade ambiental, tanto o Vaticano quanto a Opel e Companhia Energética Italiana se comprometeram a trabalhar em um programa de mobilidade sustentável para a Cidade-Estado.

O Ampera-e contribuirá a reduzir as emissões de CO2, pois trata-se de um veículo não-poluente, movido por um motor eléctrico de 204 cavalos e um par de 360 Nm. Uma das vantagens deste carro é a sua autonomia, que pode chegar a quinhentos quilômetros, o suficiente para o uso diário.

Com um comprimento de 4,16 metros, este sedan tem lugar para cinco pessoas. A localização das baterias sob o piso do veículo não afeta a capacidade do porta-malas, que oferece um volume de 381 litros, similar ao de qualquer modelo do segmento.

A nível de equipamento, o novo modelo incorpora a última geração do sistema multimídia IntelliLink, bem como o serviço de assistência pessoal Opel OnStar, e pode inclusive se tornar um ponto de acesso Wi-Fi para até 7 dispositivos.

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