México. Chefe do Exército quer que militares voltem aos quartéis

Foto: Christian Frausto Bernal - Flickr-Creative commons

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Por: João Flores da Cunha | 10 Dezembro 2016

O secretário de Defesa do México, Salvador Cienfuegos, fez críticas públicas à política de segurança nacional do país no dia 8-12. General e chefe do Exército mexicano, ele afirmou que a violência no país “não se resolve a tiros”, e se disse favorável a que os militares voltem aos quartéis. Soldados do Exército estão nas ruas há dez anos para combater o crime organizado.

Em 2006, o então presidente Felipe Calderón convocou o Exército para liderar a guerra do Estado contra os cartéis de drogas. Milhares de mexicanos morreram no enfrentamento entre as forças de segurança e o narcotráfico nesse período.

A política de mão forte no combate às drogas não tem dado resultados, no entanto. O número de homicídios no México em 2016 supera o do ano passado.

Cienfuegos assinalou que, dez anos depois da determinação de que as polícias fossem reformuladas, “ainda não as vemos reconstruídas”. O general pediu que o Exército volte a exercer suas tarefas constitucionais. Normalmente, os militares não se envolvem com a segurança interna do país, e sim com a externa.

Nós não pedimos para estar” nas ruas, declarou Cienfuegos. “Não nos sentimos bem ali. Nenhum de nós estudou para perseguir delinquentes”, disse o secretário de Defesa.

Ele afirmou que “nossos soldados já estão pensando se seguem enfrentando esses grupos delinquentes, com o risco de ser processados por um delito que tenha a ver com direitos humanos”. A guerra contra o narcotráfico é marcada por violações de direitos humanos, com detenções ilegais, execuções extrajudiciais e desaparições forçadas.

Recentemente, a Organização das Nações Unidas – ONU publicou 14 recomendações ao México sobre direitos humanos. A única delas que o país rechaçou abertamente foi a reforma do Código de Justiça Militar. Segundo a ONU, as autoridades civis deveriam ter maior controle sobre as violações cometidas por militares. O governo destacou que uma reforma no código já estava em andamento e que não seriafactível considerar maiores modificações”.

Cienfuegos já havia dito em outubro que o Exército estava passando por desgaste por conta das atividades fora dos quartéis. Naquele momento, ele se limitou a pedir mais apoio e efetivos para ajudar os militares em seu trabalho de segurança.

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