Hans Küng no Brasil concede entrevista

Hans Küng. | Foto: Eric Dessonk

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07 Abril 2021

Hans Küng, 79, se apresenta e logo fala que não deixará de responder a nenhuma pergunta sobre Bento XVI, mas que não gostaria de conversar apenas sobre ele. Diz que não é o antipapa. Poucos podem começar uma entrevista com essas credenciais. A nota é do jornalista Leandro Beguoci e publicada no jornal Folha de S. Paulo, 22-10-2007. O jornalista é o enviado especial do jornal a São Leopoldo, na Unisinos, para cobrir a visita de Hans Küng ao Brasil. O jornal publica uma ampla entrevista com o teólogo suíço.

Suas críticas à igreja o transformaram mentor dos (intelectuais) católicos liberais, que discordam do Vaticano em relação à moral sexual ou apóiam a teologia da libertação, que vê a igreja a serviço da mudança social.

Durante o pontificado de João Paulo II (1978-2005), virou o principal antagonista público daquele com quem um dia formara uma dupla de teólogos chamada de brilhante e de vanguarda no Concílio Vaticano 2º (1962-1965), que renovou a Igreja Católica: Joseph Ratzinger, então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, hoje Bento XVI.

Nascido na Suíça, Küng estudou na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, e na Sorbonne, em Paris. Foi proibido pelo Vaticano de ensinar teologia católica na Universidade de Tübingen (Alemanha, onde vive até hoje), em 1979, por questionar o dogma da infalibilidade papal. A universidade reagiu e criou uma cátedra ecumênica para ele.

 

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