"A devastação em Gaza tem sido sistemática. Agora é um deserto", constata relatório da ONU

Foto: Khames Alrefi/Anadolu Ajansi

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07 Outubro 2025

Dados coletados pela ONU: quase todas as terras agrícolas e 4 a cada 5 edifícios foram danificados. E 82% delas são zonas de combate.

A informação é de Francesca Caferri, publicada por La Repubblica, 07-10-2025.

Amal Barka, de 37 anos, quer apenas duas coisas. "Paz. E voltar para casa." Desde o início da guerra, ela nos conta de Al Mawasi, a "zona humanitária" designada por Israel no sul de Gaza, que foi forçada a se mudar três vezes: "Primeiro, para uma escola da UNRWA. Depois, voltei para casa durante o cessar-fogo e arrumei dois quartos, os que foram menos destruídos. Quando a guerra recomeçou, fugimos novamente e viemos para cá. Eu só quero voltar. Armar minha barraca entre os escombros e reconstruir. Meu lar e o futuro dos meus cinco filhos."

Um desejo que pode ser difícil de realizar: 79% dos prédios de Gaza, segundo as Nações Unidas, estão destruídos ou danificados. A Sra. Barka é uma dos um milhão e meio de moradores da Faixa de Gaza que precisam de moradia emergencial: e muitas, muitas outras coisas.

Dois anos de guerra mudaram a face de Gaza como ninguém poderia imaginar em 07-10-2023, quando o ataque do Hamas ao sul de Israel desencadeou uma resposta israelense feroz: mais de 66 mil pessoas morreram e 168 mil ficaram feridas. 82% do território se tornou uma zona de combate, 86,1% das terras agrícolas foram danificadas, assim como 77% das estradas, de acordo com estimativas do OCHA, a agência de emergência da ONU que monitora de perto a catástrofe humanitária em curso desde o início.

O plano de Donald Trump prevê a criação de um comitê internacional presidido por ele próprio, apoiado por uma equipe "técnica" palestina, para lidar com tudo isso. Por sua vez, a sociedade civil de Gaza vem elaborando planos para o "dia seguinte" há meses, na esperança de ter voz ativa em seu futuro. Independentemente de quem assuma o comando, a tarefa será gigantesca: em fevereiro, a ONU estimou o orçamento para a reconstrução em mais de US$ 50 bilhões e os escombros a serem removidos em mais de 50 milhões de toneladas.

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