Mudanças globais críticas aceleram crise climática, perda de biodiversidade e poluição, destaca ONU

Foto: Chris LeBoutillier | Unsplash

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18 Julho 2024

Em novo relatório, PNUMA identifica alterações globais críticas que amplificam as crises ambientais e defende uma abordagem prospectiva para proteger a saúde humana e planetária.

A informação é publicada por ClimaInfo, 18-07-2024.

O desenvolvimento acelerado de tecnologias como a inteligência artificial, a competição por recursos naturais e a diminuição da confiança nas instituições estão entre as oito mudanças globais que podem prejudicar a saúde humana e planetária nas próximas décadas, de acordo com uma nova análise do Programa da ONU sobre Meio Ambiente (PNUMA), divulgada nesta semana.

O relatório Navigating New Horizons (Navegando em Novos Horizontes) sistematiza um esforço recente do PNUMA para analisar de forma integral as ameaças sistêmicas à sobrevivência da humanidade e da vida na Terra no contexto das diversas crises ambientais enfrentadas atualmente, como as mudanças do clima e a perda de biodiversidade.

Entre as oito mudanças ambientais, tecnológicas e sociais que afetam a saúde humana e planetária, o relatório também apresenta a demanda por elementos de terras raras, minerais e metais críticos para alimentar a transição para economias de carbono neutro e que deve aumentar em quatro vezes até 2040; o derretimento do permafrost; e o aumento da desigualdade social e dos deslocamentos forçados, seja por conflitos armados ou desastres naturais.

O documento também apresenta 18 sinais de mudanças, identificados por centenas de especialistas globais consultados por meio de ciclos regionais e conversas com partes interessadas, que oferecem uma visão mais profunda dos efeitos dessas transformações para a vida na Terra e reforçam a necessidade de uma ação sistêmica por parte dos governos.

“À medida que os impactos de múltiplas crises se intensificam, agora é a hora de nos anteciparmos e nos protegermos dos desafios emergentes. A rápida taxa de mudança, incerteza e desenvolvimentos tecnológicos que estamos vendo, em um cenário de turbulência geopolítica, significa que qualquer país pode ser tirado do curso com mais facilidade e frequência”, alertou Inger Anderson, diretora-executiva do PNUMA.

Nesse sentido, o relatório traz recomendações, como o uso de ferramentas de previsão, o fortalecimento do pluralismo na governança política e institucional, com mais voz a grupos como Povos Indígenas e jovens, e repensar as medidas de progresso para além do Produto Interno Bruto.

Agência Brasil, Business Green e epbr, entre outros, destacaram os principais pontos do novo relatório do PNUMA.

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