Nicarágua. Ortega contra os jesuítas

Foto: Facebook Viva Nicaragua - Canal Trece

Mais Lidos

  • Duas antropologias em oposição pressupostas na IA. Artigo de Leonardo Boff

    LER MAIS
  • “Dados indicam que a Amazônia se aproxima cada vez mais de um ponto de não retorno, principalmente como resultado da combinação entre o desmatamento acumulado no sistema, as mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global e os vários fatores de degradação florestal”, afirma o pesquisador

    Capacidade de recuperação da Amazônia é limitada: centro do mundo encontra-se ameaçado por práticas predatórias e ilegais. Entrevista especial com Bernardo Flores

    LER MAIS
  • Ecofeminismo: corpo, religião e educação na cidade. Entrevista com Ivone Gebara

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

21 Agosto 2023

A atividade vexatória e opressiva do regime de Ortega contra a Igreja Católica continua a todo vapor na Nicarágua. A vítima designada desta vez é a Universidade Centro-Americana (UCA), dirigida pelos jesuítas. Após o congelamento das contas, chegou um pedido de apreensão de todos os bens móveis e imóveis da UCA, justificado com o argumento de que a universidade seria “um centro de terrorismo”.

O comentário é de Marcelo Neri, teólogo italiano e professor da Universidade de Flensburg, na Alemanha, em artigo publicado em Settimana News, 18-08-2023. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o comentário.

Além de estar no alvo do regime como tantas outras universidades estatizadas nos últimos anos, a UCA representava uma pedra no sapato de Ortega desde 2018, quando a universidade havia aberto seu campus para oferecer abrigo a manifestantes que fugiam da polícia durante os protestos.

Desde aqueles dias, afirma uma declaração da Província Centro-Americana dos jesuítas, “a UCA vem sendo objeto de constante assédio, ataque e fustigação por parte das instituições governamentais nicaraguenses”.

No mesmo comunicado, os jesuítas contestam as acusações feitas contra a UCA, que “são totalmente falsas e infundadas”. Recorda-se que a apreensão e confisco de bens universitários insere-se em “uma política governamental que está violando sistematicamente os direitos humanos e parece estar orientada a consolidar um Estado totalitário”.

Com essa “série de ataques injustificados contra a população nicaraguense e outras instituições educacionais e sociais da sociedade civil”, está se gerando “um clima de violência e insegurança, agravando a crise sociopolítica do país”.

O confisco da UCA, afirmam os jesuítas da América Central, “é o preço a pagar pela busca de uma sociedade mais justa, de proteger a vida, a verdade e a liberdade do povo nicaraguense, em consonância com seu lema: ‘A verdade vos libertará’ (Jo 8,32)”.

A decisão do governo nicaraguense tem seu próprio traço de amarga ironia: tanto Ortega quanto três de seus filhos estudaram na UCA.

Leia mais