Acabar com a fome no Brasil hoje é mais difícil do que era há 20 anos, diz responsável pelo Fome Zero no primeiro mandato de Lula

Foto: Pxfuel

Mais Lidos

  • Observando em perspectiva crítica, o que está em jogo no aceleracionismo é quem define o ritmo das questões sociais, políticas e ambientais

    Aceleracionismo: a questão central do poder é a disputa de ritmos. Entrevista especial com Matheus Castelo Branco Dias

    LER MAIS
  • Entre a soberania, o neoextrativismo e as eleições 2026: o impasse do Brasil na geopolítica das terras raras. Artigo de Sérgio Botton Barcellos

    LER MAIS
  • Em decisão histórica, Senado rejeita nome de Messias ao STF

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

04 Abril 2023

Os desafios políticos e econômicos hoje são muito maiores para tirar o Brasil do mapa da fome, em relação ao que era há 20 anos. A constatação é de José Graziano, ex-diretor da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), ex-ministro extraordinário de Segurança Alimentar e responsável pela implementação do Programa Fome Zero no primeiro governo Lula, e atualmente diretor-geral do Instituto Fome Zero.

A reportagem é de Márcia de Chiara, publicada por O Estado de S. Paulo e reproduzida pelo portal do jornal Zero Hora, 03-04-2023.

Antes eram 40 milhões de brasileiros passando fome, concentrados em cidades do interior do Nordeste e da Amazônia. Hoje, afirma Graziano, são cerca de 65 milhões, distribuídos pelas grandes metrópoles nacionais. Antes essas pessoas estavam concentradas nas pequenas e médias cidades do interior, principalmente no Nordeste e na Amazônia.

Segundo o ex-diretor da FAO, “há um tema que se acentuou muito na pandemia e no pós-pandemia: a mudança de hábito de consumo. O Brasil caminhava para uma alimentação mais saudável, mas a pandemia interrompeu esse movimento e aumentou a demanda por produtos processados e ultraprocessados. Embutidos de carne, como salsicha substituindo carne, principalmente porque é mais barato”.

Hoje, constata o responsável pela implementação do Programa Fome Zero, em relação a 20 anos atrás, “tem novos problemas. Não é apenas fornecer alimentos. A gente consegue identificar as pessoas, mas os programas são mais complexos”.

A íntegra da reportagem pode ser lida aqui.

Leia mais