Começa a Semana do Clima em Salvador

Foto: Divulgação Prefeitura Salvador

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

20 Agosto 2019

Começou hoje a Semana do Clima da América Latina e Caribe (Climate Week), em Salvador. Entre 19 e 23 de agosto, a capital baiana sedia a Convenção das Organizações das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC).

A reportagem é publicada por Greenpeace, 19-08-2019.

O evento é uma preparação para a COP25 (Conferência sobre Mudança Climática), que acontecerá em dezembro, no Chile. Nós, do Greenpeace, estamos acompanhando de perto a programação, que pretende aprofundar a conversa sobre o enfrentamento da emergência climática, um tema que é de urgência mundial, mas que está diretamente conectado com desafios e soluções regionais.

A Semana do Clima conta com a presença de representantes de 26 países e com um público estimado de cerca de 5 mil participantes, segundo a prefeitura. A programação é intensa e diversificada, com workshops, passeio ciclístico e palestras sobre meio ambiente e mudanças climáticas.

Brasil lutando para se manter na pauta do Clima

O evento chegou a ser cancelado pelo governo federal em maio deste ano, quando o ministro Ricardo Salles usou a justificativa de que o país não iria mais sediar a conferência sobre mudanças climáticas da ONU, a COP25, e não teria motivo para manter a programação. Na ocasião, Salles chegou a dizer que realizar o encontro seria uma “oportunidade” apenas para a “turma fazer turismo em Salvador” e “comer acarajé”.

Assim que o ministro anunciou o cancelamento, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), afirmou que buscaria representantes da ONU para tentar manter o evento na cidade. Depois de algumas negociações do prefeito da cidade com o ministro das Relações Exteriores e o secretário-executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, o Ministério do Meio Ambiente voltou atrás.

Manter o Brasil como sede do evento garante sua relevância na pauta mundial do Clima. “Há pouco mais de uma semana, o Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, o IPCC, lançou um estudo de uso do solo que comprova que precisamos segurar a linha do desmatamento da Amazônia para frear o aumento acelerado da temperatura global. Apesar da postura do governo federal, muitos governos e cidades compreendem que o momento de agir é agora, antes que seja tarde demais ”, diz Fabiana Alves, coordenadora do Projeto de Clima do Greenpeace Brasil.

A Semana do Clima e a voz jovem

O Brasil e os brasileiros têm um papel fundamental no enfrentamento da emergência climática: guardamos em nosso território a Amazônia, a maior floresta tropical do planeta, que age como um sistema protetor contra o aquecimento global. A floresta em pé armazena os gases que aceleram o aquecimento da Terra, fruto das ações humanas; mas quando cortada, essa quantidade gigantesca de gases é liberada de volta para a atmosfera.

Diante do alerta do aquecimento global, uma voz se levanta na multidão: as crianças e os jovens do Brasil e do mundo. Eles pedem que façamos algo agora para reduzirmos os impactos que serão vividos principalmente por essa geração.

Leia mais