México. Mais de 250 corpos são encontrados em fossas clandestinas

Foto: Plumas Libres

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Por: João Flores da Cunha | 16 Março 2017

Ao menos 253 corpos exumados de valas comuns. Esse é o resultado do trabalho de um grupo que busca pessoas desaparecidas no México. As fossas clandestinas estão na cidade de Veracruz, que fica no estado de mesmo nome. Acredita-se que os corpos sejam de vítimas do crime organizado.

O coletivo Solecito, responsável pelas exumações, trabalha no local desde agosto do ano passado com ajuda de agentes do Estado mexicano. Os corpos estavam distribuídos em ao menos 125 fossas espalhadas por um terreno.

Os números constam de balanço divulgado pelo grupo no dia 13-3. Ainda há 30% do terreno para ser analisado.

Trata-se da “maior fossa clandestina do país, e possivelmente da América Latina”, segundo Lucía de los Ángeles Díaz Genao, que integra o coletivo. O procurador-geral do estado de Veracruz, Jorge Winckler, confirmou que esta pode ser a maior fossa clandestina do México.

“Por muitos anos, os carteis desapareceram pessoas e as autoridades foram complacentes”, declarou Winckler à emissora Televisa. O último governador do estado de Veracruz, Javier Duarte, abandonou o cargo após ser envolvido em um escândalo de corrupção. Ele está foragido.

O estado é palco desde 2011 de uma disputa entre os carteis Zetas e Jalisco Nova Geração, o que faz dele um dos mais violentos do país. O local onde os corpos estão sendo exumados serviria apenas como cemitério – os crimes foram cometidos em outro local, acreditam os investigadores.

Já há mais de 30.000 desaparecidos no México, de acordo com números oficiais. O balanço do Registro Nacional de Pessoas Desaparecidas, vinculado à Secretaria de Governo (órgão federal), aponta que há hoje 30.942 pessoas desaparecidas no país.

Recentemente, a Anistia Internacional divulgou um relatório sobre a situação dos direitos humanos no México em que denuncia que, após dez anos de guerra contra o narcotráfico, a violência no país “segue sendo generalizada”, e a impunidade é “quase absoluta”.

Desde 2006, o Exército está nas ruas mexicanas para combater o crime organizado. Para Tania Reneaum, diretora da Anistia Internacional no México, “as Forças Armadas só devem ser utilizadas em outros aspectos que não têm a ver com a segurança interna” do país.

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