As vítimas decidirão se os mosaicos de Rupnik em Lourdes devem ser removidos

(Foto: Diego San | Unplash)

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04 Abril 2023

  • Lourdes é um lugar onde muitas vítimas vêm em busca de conforto e cura. Sua aflição é grande diante dos mosaicos do Pe. Rupnik neste mesmo lugar. Não podemos ignorá-lo.

  • Estas são as palavras de dom Jean-Marc Micas, desde 2022 pároco de Tarbes e Lourdes, onde está localizado o famoso santuário francês, e que anunciou o lançamento de uma comissão de estudo para decidir o que fazer com os mosaicos da Jesuíta Marko Ivan Rupnik.

A reportagem é de Jose Lorenzo, publicada por Religión Digital, 03-04-2023.

Lourdes é um lugar onde muitas vítimas vêm em busca de conforto e cura. Sua aflição é grande diante dos mosaicos do Pe. Rupnik neste mesmo lugar. Não podemos ignorá-lo".

Estas são as palavras de dom Jean-Marc Micas, desde 2022 pároco de Tarbes e Lourdes, onde está localizado o famoso santuário francês, e que anunciou, por meio de um comunicado, o lançamento de uma comissão de estudo para decidir o que fazer com os mosaicos do jesuíta Marko Ivan Rupnik, denunciado por vários casos de abuso sexual e de consciência, que estão na Basílica del Rosario.

No comunicado, o bispo francês lembra que "estes mosaicos foram encomendados à oficina de um artista renomado e famoso: o Pe. Marko Rupnik, jesuíta de origem eslovena. Como todas as obras de arte, são apreciados por alguns, menos por outros, mas a grande maioria dos peregrinos e visitantes de Lourdes destacam a sua beleza. Há vários meses, o Pe. Rupnik está no noticiário após várias denúncias de abusos sexuais cometidos contra adultos no âmbito do seu ministério, em várias regiões do mundo. Foi sancionado pelos seus superiores religiosos e pela Santa Sé. Coloca-se a questão do estado das suas obras e do seu futuro”.

Neste sentido, e “dada a especificidade do Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, a questão geral do estatuto das obras dos artistas envolvidos em situações de abuso adquire aqui um caráter muito mais sensível”. É por isso que o bispo decidiu criar um grupo de estudos no qual, “além do bispo e do reitor, haverá pelo menos uma vítima, um especialista em arte sacra e um psicoterapeuta”.

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