#Amor cego. Artigo de Gianfranco Ravasi

Foto: João Miguel Rodrigues / unsplash

Mais Lidos

  • Conhecer Jesus. Artigo de Eduardo Hoornaert

    LER MAIS
  • Freira de 82 anos é morta em convento brasileiro

    LER MAIS
  • Para o pesquisador e membro do coletivo Aceleracionismo Amazônico, é necessário repensar radicalmente as possibilidades políticas tributárias de um paradigma prenhe de vícios modernos

    Pensar de modo abolicionista produz uma ética da generosidade. Entrevista especial com Bräulio Marques Rodrigues

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

10 Março 2023

O amor autêntico não é só sentimento e paixão. Também exige um componente de razão, de cotejo, de verificação.

O comentário é do cardeal italiano Gianfranco Ravasi, em artigo publicado por Il Sole 24 Ore, 05-03-2023. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o artigo.

“Quando você entrega a si mesma ao amor por alguém, não pode deixar de se entregar também ao sofrimento. Não pode se doar ao amor por um soldado sem doar a si mesma também aos tormentos sofridos na guerra.”

Port William é uma cidadezinha imaginária no Kentucky, criada pelo escritor e poeta estadunidense Wendell Berry em seu romance “Hannah Coulter” (2004). E é precisamente à protagonista dessa obra que se dirige o conselho que citamos e que recorre ao realismo da vida.

Quando você se apaixona, deve acolher o outro não só em sua beleza e em suas virtudes e qualidades, mas também em seus limites, em suas misérias. Toda idealização e ilusão são arriscadas. O amor cego é uma metáfora que, no entanto, tem implicações muito amargas no fluxo da convivência.

O amor autêntico, por isso, não é só sentimento e paixão. Também exige um componente de razão, de cotejo, de verificação. É uma chama que deve aquecer a alma, mas não incinerá-la. Muitas vezes, é uma fulguração instantânea: “Ele me viu e me amou; eu o vi e o amei”, dizia um personagem do escritor francês Pierre du Ryer, do século XVII.

Mas, depois, os dias da semana passam, com as arestas das personalidades e os tropeços da cotidianidade. E, infelizmente, as tragédias dos feminicídios são o abismo em que pode desmoronar justamente aquele amor apenas instintivo e cego.

Leia mais