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Um planeta na UTI: quatro indicadores-chave da mudança climática bateram recordes em 2021

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20 Mai 2022

 

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) apresentou seu relatório anual sobre a condição do clima, elaborado em conjunto com agências de todo o mundo. “É uma confirmação sombria do fracasso da humanidade em enfrentar os transtornos climáticos”, resumiu António Guterres, secretário-geral da ONU, em um vídeo. A verdade é que 2021 deixa sinais indiscutíveis de que a mudança climática avança imparável. A vida no planeta, em qualquer de suas formas, está em perigo.

 

A reportagem é de Eduardo Robaina, publicada por La Marea-Climática, 18-05-2022. A tradução é do Cepat.

 

No ano passado, recordes foram quebrados em quatro indicadores-chave da mudança climática: concentrações de gases do efeito estufa, aumento do nível do mar, calor oceânico e acidificação dos oceanos. Trata-se de mais uma demonstração de que as atividades humanas estão provocando mudanças em escala planetária na terra, no oceano e na atmosfera, insiste a OMM. Este documento será utilizado – juntamente com os relatórios do IPCC, cujos dados vão até 2019 – para as negociações da COP27 que ocorrerão no Egito, no final deste ano.

 

O aumento da temperatura é a forma mais clara de mostrar o efeito que os gases do efeito estufa têm sobre o planeta. Os últimos oito anos foram os mais quentes, desde que foram iniciados os registros modernos, em 1880. O ano passado ficou entre os mais quentes, apesar da influência do La Niña, um evento climático que esfria as águas do Pacífico. A temperatura média global, em 2021, foi 1,11 grau mais quente do que no período pré-industrial (1850-1900).

 

O ano de 2021deixa quatro recordes alarmantes:

 

1. As concentrações de gases do efeito estufa (ou seja, o que se acumula na atmosfera e causa o aquecimento do planeta) atingiram um novo recorde global em 2020, e os dados de locais específicos indicam que continuaram aumentando em 2021, segundo a OMM, máxima autoridade da Organização das Nações Unidas em matéria de tempo, clima e água.

 

Os níveis de dióxido de carbono (CO2) – o gás mais prejudicial ao clima – subiram para 418,81 partes por milhão (ppm), o que significa 150% a mais do que no período pré-industrial. Para entender a gravidade desse número, estima-se que o nível seguro de CO2 na atmosfera é de 350 ppm, valor que foi superado nos anos 1990.

 

Quanto ao metano (CH4), o segundo gás que mais contribui para o aquecimento global, atingiu valores recordes na atmosfera pelo segundo ano consecutivo, em 2021, chegando a 1889 partes por bilhão (ppb), 262% a mais do que no período anterior à revolução industrial. O óxido nitroso (N2O) segue o mesmo caminho: 333,2 ppb, em 2021, 123% a mais.

 

2. A parte superior dos oceanos – acima de 2.000 metros – atingiu temperaturas nunca vistas, e o pior é que se espera que continue aumentando no futuro, pois se trata de uma mudança irreversível em escalas de séculos a milênios. Este aquecimento foi especialmente forte nas últimas duas décadas. Grande parte do oceano experimentou ao menos uma forte onda de calor marinho, em algum momento do ano passado.

 

3. Os oceanos estão sendo atingidos de várias maneiras. Não apenas se aquecem, mas também se acidificam. Isso se deve ao fato de que os oceanos absorvem cerca de 23% das emissões anuais de CO2 antropogênico na atmosfera. Este composto reage com a água do mar e provoca a sua acidificação, o que ameaça os organismos e os serviços dos ecossistemas e, portanto, a segurança alimentar, o turismo e a proteção costeira.

 

E as repercussões não param por aí: ao diminuir o pH do oceano, sua capacidade de absorver CO2 da atmosfera também diminui. Em seu último grande relatório, o IPCC concluiu que “existe uma confiança muito alta de que o pH da superfície do oceano aberto é agora o mais baixo em pelo menos 26.000 anos e as taxas atuais de mudança de pH são sem precedentes desde pelo menos essa época”.

 

4. E seguimos com a água: em 2021, o nível médio global do mar atingiu um novo recorde, após aumentar para uma média de 4,5 milímetros por ano, durante o período 2013-2021. Isso é mais que o dobro da taxa registrada entre 1993 e 2002. A principal causa, explicam os cientistas, é a perda acelerada de massa de gelo. O aumento do mar coloca em risco milhões de habitantes que vivem perto da costa e aumenta a vulnerabilidade a ciclones tropicais e outros eventos extremos.

 

Os eventos extremos vão além

 

Além dos registros recordes desses quatro sinais, o relatório sobre a condição do clima inclui muitos outros sinais de alerta. Um deles encontramos na criosfera – zonas congeladas do planeta, como neve, geleiras, permafrost e gelo marinho. Embora tenha ocorrido menos derretimento no ano glaciológico 2020-2021 do que nos últimos anos, a Organização Meteorológica Mundial reconhece que “há uma clara tendência para a aceleração da perda de massa em escala de tempo multidecadal”.

 

Em média, as geleiras de referência do mundo diminuíram 33,5 metros (equivalente em gelo) desde 1950, 76% desde 1980. O ano de 2021 foi especialmente duro para as geleiras do Canadá e o noroeste dos Estados Unidos, com uma perda recorde de massa de gelo em consequência das ondas de calor e incêndios de verão. Na Groenlândia, ocorreu um derretimento excepcional, em meados de agosto, e foram registradas as primeiras precipitações líquidas da história na Estação Summit, o ponto mais alto da camada de gelo, a 3.216 metros de altitude.

 

O buraco na camada de ozônio sobre a Antártida foi incomumente grande e profundo, e atingiu um máximo de 24,8 milhões de quilômetros quadrados – uma superfície do tamanho da África –, como resultado de um vórtice polar forte e estável e de condições mais frias do que a média na estratosfera inferior.

 

As ondas de calor também bateram recordes no oeste da América do Norte e no Mediterrâneo. No ano passado, houve vários marcos de altas temperaturas, como os 54,4 graus no Vale da Morte (Califórnia). Na província canadense da Colúmbia Britânica, chegou-se a 49,6 graus, contribuindo para mais de 500 mortes relacionadas ao calor, que serviu de combustível para incêndios florestais devastadores que, por sua vez, agravaram os efeitos das inundações de novembro.

 

Tanto as ondas de calor como as inundações são, atualmente, mais prováveis e mais prejudiciais em consequência do aquecimento global. A do Canadá, especificamente, foi 150 vezes mais provável por causa da mudança climática.

 

Além dos danos humanos e ecossistêmicos, eventos extremos como enchentes e secas provocam perdas econômicas bilionárias. Dois exemplos são os da província chinesa de Henan e da Alemanha, cujas inundações por chuvas extremas deixaram prejuízos de 17,7 e 20 bilhões de dólares, respectivamente.

 

A seca é outro sintoma que se intensificou no ano passado, principalmente no Chifre da África. O leste do continente enfrenta a possibilidade muito real de que neste ano as chuvas sejam escassas pela quarta temporada consecutiva, o que conduzirá Etiópia, Quênia e Somália a uma seca de duração não experimentada nos últimos 40 anos. Canadá, oeste dos Estados Unidos, Irã, Afeganistão, Paquistão e Turquia também se veem seriamente afetados por esse fenômeno. Na América do Sul subtropical, a seca causou grandes perdas agrícolas e interrompeu a produção de energia e o transporte fluvial.

 

Além disso, 2021 foi um ano especialmente ativo para os ciclones tropicais. O furacão Ida se tornou o mais importante da temporada do Atlântico Norte. Mais de cem pessoas morreram e as perdas econômicas nos Estados Unidos são estimadas em 75 bilhões de dólares. Com base nas evidências atuais, é possível afirmar que grandes ciclones tropicais (categorias 3-5), em qualquer área do planeta, são mais frequentes.

 

Os ecossistemas e os serviços que fornecem se veem afetados pela mudança climática. Alguns deles, como os ecossistemas montanhosos, estão se degradando em um ritmo sem precedentes. Além disso, o aumento das temperaturas acentua o risco de perda irreversível de ecossistemas marinhos e costeiros, em especial os prados submarinhos e as florestas de algas. Os recifes de coral também estão em sério perigo. De acordo com as previsões, perderão de 70 a 90% de sua superfície anterior, com um aquecimento de 1,5 grau, e mais de 99%, caso o aumento das temperaturas chegar aos 2 graus.

 

Todos esses riscos e eventos levaram a milhões de deslocamentos forçados, dentro e fora do país de residência. Até outubro de 2021, os países com o maior número de deslocados contabilizados foram China (mais de 1,4 milhão), as Filipinas (mais de 386.000) e o Vietnã (mais de 664.000).

 

Cinco ações para acelerar a transição energética

 

O máximo representante da Organização das Nações Unidas, António Guterres, é uma pessoa que nos últimos anos não se isentou de falar sobre o perigo da mudança climática. Também não hesitou em denunciar, repetidas vezes, aqueles que não fazem nada para mitigá-la. Foram muitas as vezes que denunciou aqueles que mantêm negócio com o carvão, petróleo e gás, principais responsáveis pelo aquecimento do planeta. “Os combustíveis fósseis são um beco sem saída, tanto do ponto de vista ambiental, como econômico”, disse após conhecer os resultados do relatório.

 

Considera que “o sistema energético global está quebrado, o que nos coloca à beira de uma catástrofe climática” e insiste que “a guerra na Ucrânia e seus efeitos imediatos sobre os preços da energia é mais uma chamada de atenção”. Por isso, propõe cinco ações “fundamentais” para promover a transição para as energias renováveis:

 

- Formar uma coalizão global – promovida por governos e com a presença das empresas – para o armazenamento em bateria, a fim de acelerar sua inovação e implantação. Considera que tais tecnologias devem ser tratadas “como bens públicos globais essenciais e de livre acesso”.

 

- “Garantir, ampliar e diversificar” o fornecimento de componentes e matérias-primas essenciais para as tecnologias de energia renovável. Denuncia que, atualmente, “as cadeias de fornecimento de tecnologia e matérias-primas para as energias renováveis estão concentradas em poucos países”.

 

- Estimula os governos a criar marcos e reformar a burocracia para igualar as condições em favor das energias renováveis. Queixa-se que os combustíveis fósseis continuam sendo alentados.

 

- Acabar com qualquer ajuda ao carvão, petróleo e gás. Só assim, afirma, será possível “proteger os pobres e as pessoas e comunidades mais vulneráveis”. “A cada minuto, todos os dias, o carvão, o petróleo e o gás recebem aproximadamente 11 milhões de dólares em subsídios”, ressalta Guterres em seu discurso, lamentando que enquanto o preço do combustível sobe para os consumidores, “a indústria do petróleo e o gás embolsa milhares de milhões graças a um mercado distorcido”.

 

- Triplicar os investimentos privados e públicos em energias renováveis até alcançar ao menos 4 trilhões por ano.

 

A Organização Meteorológica Mundial criou um site interativo com dados, gráficos e mapas. Ele pode ser acessado clicando aqui.

 

Leia mais

 

  • Humanidade está numa “espiral de autodestruição”, diz ONU
  • Mudanças climáticas: dramático pré-relatório da ONU
  • A vingança de Gaia. Mudanças climáticas e a vulnerabilidade do Planeta. Revista IHU On-Line Nº 171
  • Mudanças Climáticas. Impactos, adaptação e vulnerabilidade Revista IHU On-Line Nº 443
  • Emergência Climática – Os dias de calor extremo causam grandes prejuízos econômicos
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