#DeleteFacebook, o desafio a Zuckerberg: "Vamos construir uma alternativa segura que respeite a privacidade"

Foto: Pixabay

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

22 Março 2018

A revolta digital com o hashtag #deletefacebook é o desafio de Calacanis que quer construir um Facebook alternativo. Atingido em cheio pela investigação sobre a Cambridge Analytica, Mark Zukerberg está cercado por muitos "inimigos". O desafio foi lançado e quem quiser pode tentar. Jason Calacanis lançou o desafio ao fundador da plataforma azul e criou uma competição para construir um aplicativo que possa substituir o Facebook "uma mídia social global concorrente que respeite a privacidade e não comercialize os dados ". "O Facebook é uma força destrutiva na nossa sociedade. Nós vamos investir 100 mil dólares para te ajudar a construir algo melhor", a chamada da campanha de recrutamento é clara.

A reportagem é de Valentina Avon, publicada por La Repubblica, 21-03-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

O projeto anti-Facebook

O desafio de Calacanis chama-se Open book challenge e não é um concurso de ideias, mas um percurso de construção de sete equipes de trabalho. Cada equipe terá 12 semanas em uma incubadora de empresas e 100 mil dólares para construir uma alternativa para o gigante Facebook e sua comercialização de dados. Para se qualificar é necessária apenas uma única habilidade: "saber fazer". O desafio não é simples conforme admitido pelos próprios promotores, “mas as startups nunca o são”. É cáustica a citação na parte inferior do site: "Não sejam orgulhosos demais para copiar", assinado Mark Zuckerberg.

Jason Calacanis é um pioneiro da comunicação na Internet, blogueiro, empreendedor e "angel investor", anjo para as empresas, um nova-iorquino de 48 anos de idade que fundou a Weblogs mais tarde vendida para a AOL em 2005 e, desde então, vem lançando várias startups digitais. Muito crítico com a gestão Zuckerberg do Facebook, especialmente nestes dias embaraçosos pela comercialização de dados para fins eleitorais.

A provocação: "Deletem o Facebook"

Como de resto BrianActon, co-fundador do WhatsApp, então comprado pelo próprio Facebook, que em referência ao caso Cambridge Analytica escreveu no Twitter "It is time ", está na hora, com a hashtag #deletefacebook, um convite claro: "deletem". Hashtag que rapidamente se tornou viral, compartilhada por apocalípticos e integrados em uma revolta mundial com a notícia das investigações sobre a Cambridge Analytica que não está claro se também provocará uma fuga da mídia social, mas que até o momento produziu pelo menos uma queda na bolsa. Sete equipes de pequenos Davis para derrotar o tirânico Golias "que querem construir uma rede social para bilhões de usuários para substituir o Facebook - mas protegendo a privacidade dos consumidores". O convite está lançado, as sete equipes começarão a trabalhar em meados de julho na Califórnia.

Leia mais