Greve de fome entre palestinos em prisões israelenses

Fonte: Pixabay

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20 Abril 2017

Ao menos 1.500 prisioneiros palestinos estão em greve de fome indefinida, em prisões israelenses, para exigir a ampliação do regime de visitas, o acesso a tratamentos de saúde e o fim do isolamento e a detenção administrativa, que permite a Israel aprisionar sem acusações, nem julgamentos. Em resposta, Jerusalém suspendeu as visitas aos presos e ordenou o isolamento do líder de Al Fatah, Marwan Barghouti, a quem aponta como promotor e protagonista visível dos protestos.

A reportagem é publicada por Página/12, 19-04-2017. A tradução é do Cepat.

O porta-voz da Comissão de Assuntos dos Prisioneiros e Ex-Prisioneiros da Autoridade Nacional Palestina, Akram Atalah Alayasa, confirmou a medida do Serviço de Prisões israelense, que inclui, além disso, a realocação de vários dirigentes palestinos detidos. Barghouti foi transferido da prisão de Haradim, onde cumpre uma condenação de cinco cadeias perpétuas por outros tantos assassinatos, durante a Segunda Intifada, para uma cela isolada, em Jamala, no norte de Israel. Outros líderes da mesma organização, como Karem Younis e Hamud Abu Soroor, foram realocados nessa prisão, ao passo que Naser Ewees, Mahamad Zawahra e Anas Jardat foram transferidos para a prisão de Ayala, perto de Berseba.

O ministro de Segurança Pública israelense, Gilad Erdan, disse que não negociará com os mais de 1.000 presos palestinos que mantêm uma greve de fome como exigência de condições dignas de detenção. Posição que é apoiada pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e o titular de Defesa, Avigdor Lieberman, informou, ontem, o jornal israelense Haaretz.

“Os prisioneiros palestinos não são presos políticos. São terroristas e assassinos sentenciados. Foram levados à Justiça e são tratados de acordo com o direito internacional”, avaliou o porta-voz das Relações Exteriores, Emanuel Nahson. “A convocação de greve de fome é contrária ao regulamento da prisão”, afirmou o ministro israelense de Segurança Interior, Gilad Erdan, que, além disso, considerou que os detidos “são terroristas e assassinos que recebem o que merecem e não temos razões para negociar com eles”, acrescentou em uma entrevista concedida à rádio militar.

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