Varoufakis quer criar na Europa movimento político transnacional e antiausteridade

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

30 Julho 2015

Entre os quadros da organização, que não se apresenta como partido, estarão os economistas Paul Krugman e Joseph Stiglitz, conforme noticia imprensa europeia

A repotagem foi publicada no portal Opera Mundi, 28-07-2015. 

O ex-ministro das Finanças grego Yanis Varoufakis está preparando a criação de um novo movimento político cujo objetivo será lutar contra o “austericídio”, o suicídio provocado pelas políticas de austeridade imposta por credores internacionais. O agrupamento terá alcance europeu, plataforma transnacional e deverá reivindicar mais democracia nas instituições da União Europeia, como informaram o jornal italiano Il Fatto Quotidiano e a emissora alemã Der Spiegel.

Liderado pelo próprio Varoufakis, o novo grupo político possivelmente se chamará Aliança Europeia e pretende participar das próximas eleições gregas — previstas para 2019, caso não haja antecipação..

Nas fileiras da organização estarão quadros como os economistas Paul Krugman e Joseph Stiglitz “para consultas sobre como combater a austeridade” e o ex-ministro de Finanças alemão Oskar Lafontaine, “para catalisar os inimigos da União Democrática Cristã”, partido da chanceler Angela Merkel.

A emissora alemã Der Spiegel observa que não se trataria de um partido e sim de um movimento em linha com os partidos. O veículo aponta que até mesmo conservadores são chamados a participar do agrupamento. Isso porque a maior preocupação de Varoufakis é que o continente caia nas mãos dos antieuropeus, como a francesa nacionalista Marine Le Pen.

Traição

O ex-ministro está sendo processado no país por sua "atuação durante a negociação" com os credores. A acusação argumenta que o trabalho de Varoufakis poderia ser enquadrado como crime de "alta traição".

A Câmara deverá avaliar agora se seus atos estiveram dentro dos limites do cargo de ministro de Finanças ou se há motivos suficientes para iniciar uma investigação contra o deputado, o que suspenderia sua imunidade parlamentar.

O Parlamento grego vai analisar se os atos do político são condizentes com o cargo que exercia. A acusação de traição é baseado na possível violação do mandato do povo após as eleições, que era negociar com os credores um acordo para tirar o país da recessão.

Além disso, está sendo preparada uma segunda acusação com base nas revelações recentes de que o ex-ministro preparava um plano B nas negociações com a troika.

O plano consistiria, segundo Varoufakis, em se apropriar dos números de identificação fiscal dos contribuintes e empresas pirateando a Secretaria-Geral de Receita para criar um sistema de contas paralelo ao de pagamento que possibilitasse efetuar transações digitais dos cidadãos.