Varoufakis quer criar na Europa movimento político transnacional e antiausteridade

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30 Julho 2015

Entre os quadros da organização, que não se apresenta como partido, estarão os economistas Paul Krugman e Joseph Stiglitz, conforme noticia imprensa europeia

A repotagem foi publicada no portal Opera Mundi, 28-07-2015. 

O ex-ministro das Finanças grego Yanis Varoufakis está preparando a criação de um novo movimento político cujo objetivo será lutar contra o “austericídio”, o suicídio provocado pelas políticas de austeridade imposta por credores internacionais. O agrupamento terá alcance europeu, plataforma transnacional e deverá reivindicar mais democracia nas instituições da União Europeia, como informaram o jornal italiano Il Fatto Quotidiano e a emissora alemã Der Spiegel.

Liderado pelo próprio Varoufakis, o novo grupo político possivelmente se chamará Aliança Europeia e pretende participar das próximas eleições gregas — previstas para 2019, caso não haja antecipação..

Nas fileiras da organização estarão quadros como os economistas Paul Krugman e Joseph Stiglitz “para consultas sobre como combater a austeridade” e o ex-ministro de Finanças alemão Oskar Lafontaine, “para catalisar os inimigos da União Democrática Cristã”, partido da chanceler Angela Merkel.

A emissora alemã Der Spiegel observa que não se trataria de um partido e sim de um movimento em linha com os partidos. O veículo aponta que até mesmo conservadores são chamados a participar do agrupamento. Isso porque a maior preocupação de Varoufakis é que o continente caia nas mãos dos antieuropeus, como a francesa nacionalista Marine Le Pen.

Traição

O ex-ministro está sendo processado no país por sua "atuação durante a negociação" com os credores. A acusação argumenta que o trabalho de Varoufakis poderia ser enquadrado como crime de "alta traição".

A Câmara deverá avaliar agora se seus atos estiveram dentro dos limites do cargo de ministro de Finanças ou se há motivos suficientes para iniciar uma investigação contra o deputado, o que suspenderia sua imunidade parlamentar.

O Parlamento grego vai analisar se os atos do político são condizentes com o cargo que exercia. A acusação de traição é baseado na possível violação do mandato do povo após as eleições, que era negociar com os credores um acordo para tirar o país da recessão.

Além disso, está sendo preparada uma segunda acusação com base nas revelações recentes de que o ex-ministro preparava um plano B nas negociações com a troika.

O plano consistiria, segundo Varoufakis, em se apropriar dos números de identificação fiscal dos contribuintes e empresas pirateando a Secretaria-Geral de Receita para criar um sistema de contas paralelo ao de pagamento que possibilitasse efetuar transações digitais dos cidadãos.