O Papa termina o retiro e agradece ao pregador: "Não é fácil dar retiro para padres. Somos complicados"

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Por: André | 02 Março 2015

O Papa Francisco rezou novamente pelos cristãos perseguidos no Iraque e na Síria durante a última etapa dos Exercícios Espirituais da Quaresma que, em companhia de muitos de seus colaboradores da cúria, terminou na manhã desta sexta-feira, 27 de fevereiro, na Casa do Divino Mestre dos paulinos em Ariccia. O retiro começou no domingo da semana passada, 22 de fevereiro. Por essa razão, as audiências e atividades do Papa foram interrompidas durante a semana.

 
Fonte: http://bit.ly/1auf9mU  

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi e publicada no sítio Vatican Insider, 27-02-2015. A tradução é de André Langer.

A última manhã de retiro começou, como durante todos os Exercícios Espirituais, com a missa às 7h30, seguida de um rápido café da manhã e uma conclusão do Papa. Às 10h30, todos começaram o retorno ao Vaticano, onde chegaram pouco antes do meio-dia. Enquanto isso, o pregador Raniero Cantalamessa começou nesta mesma manhã, às 9h, as pregações da Quaresma no Vaticano.

O Papa, de acordo com informações da Rádio Vaticano, “rezou pelos cristãos perseguidos na Síria, no Iraque e no mundo”, e agradeceu ao pregador dos Exercícios, o teólogo carmelita Bruno Secondin, que desenvolveu suas meditações em torno da figura do profeta Elias. “É um profeta que caminha, que vive sua missão nas fronteiras”, explicou o próprio Secondin aos microfones da emissora vaticana.

Elias desloca-se para o Sinai, vai até o Líbano. Então, é um profeta a caminho. Parecia-me muito adequado justamente para este momento e para este Pontificado: a figura de um profeta (que é o maior dentre os profetas), mas vive sua missão enfrentando aqui e acolá, de repente, uma experiência de Deus, de chamado à aliança, à fidelidade. Então, parecia-me uma figura muito interessante, e pensei em construir as reflexões em torno desta figura”.

Em particular, refere o L’Osservatore Romano, na primeira meditação da quinta-feira Secondin deteve-se no tema da justiça, destacando que “o compromisso pela justiça é parte integrante do nosso seguir a Cristo, porque os pobres são os privilegiados do Evangelho: não é uma mania populista”. A segunda meditação do dia foi dedicada ao tema “Interceder pelo povo: profetas de fraternidade”.

A última meditação da quinta-feira intitulou-se “Recolher o manto de Elias: profetas de fraternidade”. “Quando sobe ao céu, deixa cair seu manto, vestido típico de Elias, um símbolo clássico, e o pega o seu discípulo Eliseu, que vai reunir-se com os demais grupos. Reconhecem nele o espírito do profeta Elias, e, por isso, o manto não pode cair; sempre é preciso recolhê-lo, abrir novos caminhos, colocar-nos diante da verdade de nós mesmos e de Deus, dos desafios da injustiça, das manipulações e das fadigas dos pobres para voltar a abrir caminhos de fraternidade”.

“Em nome de todos, também do meu, quero agradecer ao padre pelo seu trabalho entre nós para os nossos exercícios”, concluiu o Papa. “Não é fácil dar Exercícios a padres! Todos somos um pouco complicados, mas você conseguiu semear. Que o Senhor faça crescer estas sementes que você nos deu. E espero que possamos sair daqui com um fragmento do manto de Elias, na mão e no coração. Obrigado, padre!”