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Por: Cesar Sanson | 06 Outubro 2014

"Aliados que acompanharam a apuração com Marina Silva saíram convencidos de que ela vai apoiar Aécio Neves. Depois de condenar a polarização entre PT e PSDB, a candidata do PSB deve dizer que o eleitor votou pela mudança ao justificar a opção pelo tucano. Antes, cobrará a incorporação de algumas ideias ao programa dele. Aécio também quer o apoio da família de Eduardo Campos para turbinar sua votação em Pernambuco, onde teve o pior desempenho no país, abaixo dos 6%".

A informação é de Bernardo Mello Franco, jornalista, no painel da Folha de S.Paulo, 06-10-2014.

Segundo ele, "nas conversas, Marina repetia que foi 'desrespeitada' pelo PT e que não havia chance de discutir um apoio a Dilma Rousseff. 'Não dá', dizia ela".

O jornalista comenta ainda que o "coordenador da campanha, o ex-tucano Walter Feldman deu a senha: 'As urnas optaram pela mudança. Agora temos que trabalhar com a alternativa que está posta e qualificá-la'".

Destaca ainda que "com poucas exceções, os aliados defenderam que Marina não repita a neutralidade do segundo turno de 2010, quando rejeitou apoiar José Serra (PSDB). Na época, seu rancor com o PT não era tão grande".