A nova Constituição de Francisco

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: André | 05 Outubro 2013

Adeus, Pastor Bonus. A Constituição Apostólica que regula o funcionamento da cúria será substituída dentro de pouco tempo por uma nova “Carta”. Durante o encontro, nesta quinta-feira com os jornalistas, o porta-voz da Santa Sé, o padre Federico Lombardi, anunciou que do C8 dos cardeais-conselheiros não sairão “emendas ou mudanças marginais”, mas a “redefinição em conjunto da organização da cúria”. Será realizada em tempos racionalmente factíveis, mas o resultado foi traçado: a constituição que “aposentará” a Pastor Bonus refletirá uma “configuração nova em pontos relevantes” e estará inspirada no princípio da subsidiariedade. O resultado será uma cúria a serviço das Igrejas locais.

A reportagem é de Giacomo Galeazzi e publicada no sítio Vatican Insider, 03-10-2013. A tradução é de André Langer.

Acabou-se o “centralismo romano”. Além dos temas da Pastoral Familiar (que inclui também a questão da comunhão aos divorciados em segunda união), haverá discussões sobre o Sínodo dos Bispos, cujo programa já foi definido pelos cardeais. A Secretaria de Estado será transformada em uma secretaria papal e, provavelmente, terá um “moderator curiae” que facilitará a coordenação entre os diferentes entes vaticanos. O tema dos leigos na Igreja terá uma importância maior. Estas são algumas das ideias que surgiram durante os trabalhos do conselho de cardeais, que voltará a se reunir em fevereiro de 2014.

“Particularmente evidente nas considerações do Conselho foi a intenção de insistir no papel de serviço da cúria à Igreja universal e às Igrejas locais”, destacou o padre Federico Lombardi. Os oito cardeais (de onde vem a abreviação C8) conselheiros do Papa propuseram o tema da subsidiariedade, isto é, um papel não “central” do Vaticano, segundo um esquema no qual Roma desenvolve “o que é necessário para ajudar o bom trabalho” da Igreja no mundo.

O conselho dos oito cardeais, que se reuniu de segunda até quinta-feira com o Papa, dedicou o último dia principalmente ao tema da “reforma da cúria” romana. Não se caminha na direção de uma “simples atualização” da Pastor Bonus, a Constituição Apostólica de 1988 sobre a cúria romana, “com retoques cosméticos, pequenos ajustes ou revisões marginais”, mas na direção da “redação de uma constituição com novidades muito consistentes”. Segundo o padre Lombardi, “ao final do trabalho”, que “irá requer o tempo adequado”, “creio que devemos esperar uma nova constituição”.