Economista admite desemprego contra a inflação

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27 Abril 2013

O diretor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Yoshiaki Nakano, afirmou ontem que a inflação no Brasil somente baixará com aumento do desemprego. E, para ele, o aumento de juros na atual conjuntura é o melhor instrumento para viabilizar o desaquecimento do mercado de trabalho.

A reportagem é de Ricardo Leopoldo e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 27-04-2013.

Segundo Nakano, não seria necessário gerar uma forte onda de desemprego, mas uma leve alteração do patamar, para a casa dos 6%. "Basta que as pessoas percebam que as condições do emprego não estão tão favoráveis, as demandas de alta de salário e de exagero de consumo vão diminuir para patamares mais razoáveis", afirmou o economista, que participou do seminário "Os entraves à retomada econômica", realizado pela Internews, em São Paulo.

Erro

O economista também afirmou ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, que o BC está certo ao sinalizar que pode aumentar o ritmo de alta de juros em maio. "A elevação de 0,25 ponto porcentual da Selic foi um erro, tanto que o mercado mal reagiu a essa decisão", afirmou. "Uma alta de 0,50 ponto porcentual teria sido mais eficiente, pois daria um sinal mais forte de que há vontade de combater com vigor a alta da inflação."

Para Nakano, o movimento de alta disseminada do IPCA não está gerando um processo de inércia inflacionária. "Mas as pessoas estão alertas. Parece que estão esperando uma alta mais forte dos preços para fazer reajustes em seguida", disse.

O diretor da FGV afirmou também que a administração Dilma Rousseff está passando por uma "transição de regime econômico", com juros menores e câmbio menos apreciado, que está provocando "confusão mental" nos agentes econômicos. "Contudo, é preciso fazer uma definição sobre qual é o seu modelo. O empresário precisa ter uma noção sobre como vai ser o desenvolvimento do País em dez anos para ter mais segurança para investir de forma constante no longo prazo", ponderou.

De acordo com Nakano, é fundamental que o governo ataque o "Custo Brasil", especialmente o peso dos tributos sobre o setor produtivo, pois isso daria mais condições para que as empresas lucrem e possam aplicar mais recursos em investimentos.