24 Fevereiro 2026
Lula diz que o Brasil não permitirá a exploração no modelo do minério de ferro, baseado na exportação do metal sem agregação de valor no país.
A informação é publicada por ClimaInfo, 23-02-2026.
Em visita à Índia encerrada no domingo (22/2), o presidente Lula assinou um acordo de cooperação e troca tecnológica para minerais críticos com o primeiro-ministro do país, Narendra Modi. O Brasil detém a segunda maior reserva mundial desses recursos, indispensáveis para a transição energética, e a Índia busca reduzir sua dependência da China diversificando fornecedores, explica o Jornal Nacional.
Olha a 💩do jornalismo caça engajamento.
— Alex , O Economista 🗒 (@alexeconomist) February 22, 2026
Vejam o vídeo. Pior que essas merdas geram cortes que a oposição usa pra fazer fake News.
Está cansativo ver o desespero de alguns canais da mídia.
O presidente foi ágil e não permitiu a canalhice. pic.twitter.com/2mGZ052jUU
Os dois países querem avançar para o processamento de minerais críticos, em vez de permanecerem apenas como fornecedores de matérias-primas. Segundo a Bloomberg, a China domina tanto a extração quanto o processamento, e países como os Estados Unidos correm para garantir fontes alternativas e parcerias.
Falando nos EUA, a exploração de minerais críticos é um dos temas que estarão na pauta da visita de Lula a Donald Trump, programada para março. Em coletiva de imprensa na Índia, o presidente brasileiro disse que essa mineração será feita no país sob outros moldes, com agregação de valor no país – e não sob o modelo exploratório de produção e exportação da commodity -, relata o Poder 360.
El presidente de Brasil, Lula da Silva, y el primer ministro de India, Modi, firmaron hoy un acuerdo de inversión y cooperación técnica sobre minerales críticos y tierras raras. El encuentro de los mandatarios se da un día después del nuevo anuncio de aranceles globales de Trump. pic.twitter.com/w73FTO9yfX
— Juan Manuel Karg (@jmkarg) February 21, 2026
Lula ressaltou que o Brasil aceitará parcerias internacionais apenas se houver processamento industrial no território nacional, segundo a Rádio Itatiaia. “O que nós não vamos permitir mais é que os nossos minérios críticos e as nossas terras raras sejam explorados como foi o minério de ferro durante tantos anos. A gente manda o minério para fora e depois compra o produto manufaturado. Nós agora queremos transformar no Brasil”, afirmou.
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