Desigualdade educacional aumentou no Brasil em 2025, segundo relatório do Pisa

Foto: Philippe Bout/Unsplash

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10 Setembro 2026

O Brasil passou a registrar, em 2025, o maior abismo de desempenho educacional entre estudantes ricos e pobres da América Latina. É o que apontam os resultados da última edição do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), maior avaliação do mundo sobre educação, coordenada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

A informação é publicada por Matinal, 09-09-2026.

A diferença de desempenho entre os dois grupos de renda chega a 96 pontos na matéria de Ciências – acima da média geral da OCDE e da média da Argentina, do Chile e da Colômbia. O Brasil é o único país em que a diferença cresceu significativamente na última década.

Em aprendizagem, os indicadores seguem estagnados. A maior dificuldade está na matemática: 72% dos alunos brasileiros estão abaixo do nível básico — contra 35% na média da OCDE. Como cada 20 pontos equivalem a um ano escolar, o atraso brasileiro em matemática chega a 4,6 anos. Apesar disso, o Brasil apresentou uma recuperação da aprendizagem pós-pandemia superior à média do bloco.

Outro indicador preocupante é o absenteísmo: 55% dos estudantes haviam faltado ao menos um dia de aula nas duas semanas anteriores à aplicação do Pisa. Entre os poucos resultados positivos, o Brasil se destacou na restrição ao uso de celulares: 81% dos estudantes frequentam escolas que proíbem completamente os aparelhos, acima da média de 49% da OCDE.

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