A rede "Padres contra o Genocídio": 22 de setembro em Roma

Foto: Anadolu Ajansi

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08 Setembro 2026

Um enorme sudário contendo os nomes, escritos à mão, de trezentas crianças mortas pelo exército israelense em Gaza: membros da rede internacional "Padres contra o Genocídio" o carregarão pelas ruas do centro histórico de Roma em 22 de setembro. A data marca exatamente um ano desde a primeira iniciativa pública do grupo, também realizada em Roma, quando mais de duzentas pessoas se reuniram para rezar na Igreja de SantAndrea al Quirinale e manifestar sua oposição ao "genocídio do povo palestino", conclamando a Igreja a romper o silêncio e instando a política a assumir suas responsabilidades. A nova iniciativa foi anunciada ontem em uma coletiva de imprensa com a presença do primeiro idealizador da rede, o Padre Rito Maresca (pároco de Sorrento), ao lado de outros que atuam nos EUA, no Reino Unido e em outras partes do mundo.

A informação é de Luca Kocci, publicada por il manifesto, 03-09-2026. A tradução é de Luisa Rabolini.

"Não existe a neutralidade diante de um genocídio", explicam os representantes de uma rede que hoje reúne mais de 2.500 padres e religiosos de 67 países em todos os continentes (entre os quais três cardeais e cerca de trinta bispos). "Devemos chamar as coisas pelos seus verdadeiros nomes. Uma guerra é um conflito entre dois exércitos. O que está acontecendo em Gaza não é uma guerra; é um genocídio. Afirmam isso os juristas, afirmam isso os historiadores, afirmam isso os tribunais internacionais e afirma isso o que vemos todos os dias. Chamar de ‘guerra’ não é um erro de vocabulário; é o primeiro ato de cumplicidade, porque torna aceitável o que é inaceitável. Assim como ‘uma trégua’ que não interrompe as mortes não é uma trégua: é uma palavra usada para desviar a atenção da opinião pública para outro lugar”.

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Os detalhes da programação para o dia 22 ainda estão sendo finalizados, principalmente porque a Rede está coordenando com o comando da polícia o trajeto da marcha; espera-se a participação de centenas de padres e religiosos. Pela manhã, na Igreja de Santo Spirito in Sassia, a poucos passos do Vaticano, haverá um momento de reflexão e diálogo entre os padres. Entre os oradores também estarão presentes aqueles que partirão nos próximos dias para uma "peregrinação pela justiça" à Palestina, com a Pax Christi e a Un ponte per…. À tarde, a marcha - que também será marcha de oração para pedir a paz, o fim de todo genocídio e o desarmamento - passará pela Praça de São Pedro, atravessará o rio Tibre e seguirá em direção aos prédios governamentais de Roma, onde será encerrada com um pronunciamento de Monsenhor Giovanni Ricchiuti, presidente da Pax Christi e arcebispo emérito de Altamura. "Queremos dirigir-nos tanto às instituições civis quanto às religiosas", explicam os representantes do grupo Padres contra o Genocídio. Pedimos aos governos que "suspendam a venda de armas a Israel, façam cumprir o direito internacional e parem de tratar as resoluções da ONU como pareceres facultativos". Pedimos às instituições eclesiásticas e às conferências episcopais que profiram "uma palavra mais clara, mais profética, mais concreta. O silêncio prudente não protege ninguém, exceto aquele que está cometendo as atrocidades".

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