Mão firme em luva de veludo: Leão XIV “destitui” 21 bispos em 15 meses de pontificado

Foto: Papa Leão XIV | Catholic Church England and Wales/ Flickr

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22 Agosto 2026

Uma investigação indica que esse número excede a "taxa" de demissões forçadas determinadas pelo Papa Francisco, que totalizam 87 em pouco mais de 12 anos de seu pontificado.

A reportagem é de José Lorenzo, jornalista espanhol, publicada por Religión Digital, 21-08-2026.

Leão XIV forçou 21 bispos a renunciarem nos 15 meses em que está no pontificado, de acordo com Rodolfo Soriano-Núñez, em uma reportagem publicada no Los Angeles Press, que também destaca que com esse número ele “ultrapassou a taxa de renúncias precoces de bispos de seu antecessor, um indicador para medir a magnitude dos abusos sexuais e outros problemas no catolicismo”.

“Nos seus dois últimos anos como Papa, Francisco forçou 36 bispos a renunciarem. No total, Francisco forçou pelo menos 87 bispos a renunciarem, incluindo outras medidas disciplinares semelhantes”, acrescenta a pesquisa, analisando os 12 anos e 39 dias do pontificado de Bergoglio. Isso corrobora a tese de que o Papa Prévost está “quebrando” a média argentina de cerca de 8 bispos “expulsos” por ano, praticamente metade da média americana.

O 'impulso de Prevost'

À luz dessas informações, também é possível perceber as 'duas velocidades' nessa série de renúncias forçadas (nunca reconhecidas como tal, é claro), que pareciam ter surgido gradualmente no início do pontificado de Francisco, quando ele chegou a um "vinhedo devastado por javalis", como Bento XVI o descreveu, e que finalmente ganharam impulso à medida que o próprio Francisco se tornou mais consciente do grave problema que enfrentava.

E nessa 'segunda velocidade', parece que o atual Papa Leão XIV teve seu próprio papel, tendo sido trazido por Francisco do Peru (onde também teve que lidar com o problema dos abusos dentro da Igreja) para o Dicastério para os Bispos no início de 2023.

E é precisamente a partir desse momento, com o Cardeal Prevost já à frente da "fábrica" ​​de bispos – onde se delineia o perfil do pastor que a Igreja busca, e onde também, com boa vontade, se percebe quando se comete um erro na escolha do candidato – que ocorre a aceleração das medidas contra os bispos: durante 2023, 2024 e as primeiras semanas de 2025, antes da entrada de Francisco no Gemelli, o jornal documenta um total de 30 renúncias, chamadas de "antecipadas" ou "forçadas".

Nesse sentido, afirma Soriano-Núñez, “é quase impossível conceber qualquer uma dessas trinta renúncias ‘prematuras’ ou ‘forçadas’ de bispos nos últimos anos do pontificado de Francisco sem a participação e a opinião do então bispo Prevost e do atual Papa Leão XIV”.

Quanto à origem desses bispos "expurgados", a investigação jornalística revela que os de Francisco "estavam concentrados principalmente no hemisfério ocidental (os Estados Unidos, a Argentina e o Chile representam mais de 40% do total), os de Leão XIV eram maioritariamente europeus (42,9%) e espalharam-se cada vez mais pela África francófona e Ásia Oriental (33,3%)".

Além disso, segundo informações do Los Angeles Press, as renúncias forçadas durante o pontificado de Francisco "tiveram como alvo bispos em exercício após anos de má gestão ou escândalos de acobertamento. Sob o pontificado de Leão XIV, as falhas na seleção de candidatos passaram a ocorrer em estágios anteriores: aspirantes como Krzysztof Dukielski (Radom, Polônia), Matthew Choi Kwang-hee (Seul, Coreia do Sul) e Gerardo Fortich Saco Jr. (Tagbilaran, Filipinas) renunciaram antes de sua sagração episcopal."

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