Teólogo pede o fim da proibição da pregação por leigos

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27 Junho 2026

A pregação só se destina a ministros ordenados? Segundo o liturgista Stephan Schmid-Keiser, a justificativa do Vaticano é insuficiente. Ele explica por que defende uma reforma do direito canônico.

A informação é publicada por katolisch.de, 26-06-2026. 

O teólogo suíço Stephan Schmid-Keiser considera a decisão do Vaticano de excluir leigos da pregação "mais do que incompreensível". A autoridade para pregar "diz respeito ao reconhecimento daqueles que são qualificados", afirmou ao site católico "kath.ch" na quinta-feira.

Ninguém tem o direito de pregar, mas mesmo os leigos que atuam na pastoral, como os assistentes paroquiais, podem receber a comissão do bispo para pregar. Essa prática já existia nos primeiros séculos do cristianismo, lembrou o liturgista e teólogo sacramental. Além disso, homens e mulheres se preparam para o ministério por meio de anos de serviço dedicado.

Teólogo pede orientação em relação ao Concílio

Com essa proibição, a liderança da Igreja universal ignora fatos histórico-jurídicos. O argumento de que apenas ministros ordenados presidem a celebração eucarística e, portanto, unem palavra e sacramento, é frágil. Afinal, todos os participantes da Eucaristia expressam seu sacerdócio comum por meio da participação. Portanto, distinções entre ministros ordenados e não ordenados quanto à pregação no culto "não são muito produtivas". Schmid-Keiser critica essa prática, argumentando que ela enfraquece "a formação de comunidades locais em uma sociedade que se tornou mais crítica das instituições eclesiais".

O teólogo defende uma revisão do atual direito canônico, argumentando que ele perpetua a proibição da pregação leiga. Ele também defende que indivíduos não ordenados possam pregar em todas as igrejas locais. Ele afirma que, desde o Concílio Vaticano II, "o exercício dos três ministérios de 'governança', 'ensino' e 'santificação' é responsabilidade de todos os fiéis cristãos". Ele argumenta que a renovação das proibições resulta na perda de muitos recursos humanos e profissionais adquiridos. 

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