A Bíblia, o verdadeiro caminho da oração. Artigo de Enzo Bianchi

Foto: Daniel Tadevosyan | Unsplash

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26 Junho 2026

"Na oração, encontramos o Senhor que é nosso Pai, Amigo e Irmão, e não um juiz a ser apaziguado e honrado, um Deus que ameaça com castigos e exige do cristão que se abstenha de os enviar", escreve Enzo Bianchi, prior e fundador da Comunidade de Bose, em artigo publicado por Famiglia Cristiana, 21-06-2026.

Eis o artigo.

Hoje, mais do que nunca, os cristãos precisam estar vigilantes, porque a tentação de se refugiar e beber de cisternas cada vez mais rachadas e turvas, em vez de subir laboriosamente às fontes onde a água pura jorra, retornou. Refiro-me a esse retorno às devoções que negligenciam uma oração nascida da Palavra de Deus. No entanto, Bento XVI, e depois o Papa Francisco, têm insistido para que os fiéis simples (não o clero) sejam assíduos com a Palavra por meio da prática diária da lectio divina, isto é, a leitura de uma página da Bíblia em oração. O processo é simples: você lê uma passagem, medita sobre ela e acolhe a inspiração para a oração que essa passagem provoca.

Beijar as estátuas dos santos, acender velas, usar medalhas e montar altares domésticos não é orar como o Evangelho e a grande Tradição da Igreja nos ensinaram, porque nessas ações não há espaço para escutar o Senhor, mas sim para nos sentirmos protagonistas diante dele.

Na oração, encontramos o Senhor que é nosso Pai, Amigo e Irmão, e não um juiz a ser apaziguado e honrado, um Deus que ameaça com castigos e exige do cristão que se abstenha de os enviar. Procuremos, portanto, escutá-lo quando ele nos fala "de coração para coração" em sua Palavra e nos faz conhecer os pensamentos e sentimentos de Cristo Jesus, que devem ser os pensamentos e sentimentos do cristão.

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