Sínodo passa à prática: Vaticano marca ‘trabalho de casa’ às paróquias e dioceses

Foto: Pxhere

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22 Mai 2026

A Secretaria Geral do Sínodo, do Vaticano, difundiu esta quarta feira, 20 de maio, um documento estratégico que tem em vista ajudar as dioceses e comunidades católicas a aplicar, de forma prática e organizada, o modelo de “Igreja sinodal”, tendo em vista as assembleias continentais e a assembleia da Igreja Católica no seu todo, em 2027 e 2028.

 A informação é publicada por 7Margens, 20-05-2026. 

Intitulado Rumo às Assembleias 2027-2028 – Etapas, critérios e instrumentos para a preparação, o documento afirma, logo na parte introdutória, estar mais centrado em “mudar a cultura eclesial” do que em “criar novas estruturas”. Por outras palavras, está preocupado com práticas de “escutar mais, decidir em conjunto e envolver efetivamente todo o povo de Deus na missão da Igreja”.

Após a fase de consulta e escuta das dioceses e outras realidades eclesiais em 2021-2023 e a fase dita “celebrativa” que culminou nas duas sessões da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, em outubro de 2023 e outubro de 2024, aquela que agora decorre, a terceira, é a da implementação do Sínodo, tal como prevê a constituição apostólica Episcopalis communio. Ela foi inaugurada pelo Papa Francisco e confirmada pelo Papa Leão.

Esta fase de implementação foca-se, por conseguinte, na renovação, “a partir de dentro”, da vida ordinária das comunidades, convidando-as a “experimentar práticas e formas de vida eclesial mais sinodais, a verificar os seus frutos e a partilhá-los, num dinamismo de intercâmbio entre as Igrejas que alimenta a comunhão e sustenta a missão”, faz notar o documento.

Analisando estas “Pistas para a fase de implementação” de uma Igreja sinodal, torna-se evidente que aquilo que é proposto é um envolvimento da comunidade eclesial a todos os níveis, desde a base ao topo, com a preocupação de avaliar os passos já dados e em curso, tendo por referência o Documento Final do Sínodo. A secretaria geral propõe também que sejam considerados os documentos dos Grupos de Estudo de temas especiais, pelo menos daqueles que têm vindo a publicar os seus relatórios finais.

Essas avaliações terão nas assembleias – diocesana, nacional continental e universal – já a partir da primeira metade de 2027, os seus tempos de síntese, e esse processo será guiado por uma pergunta “universal” que é esta: “À luz do caminho empreendido após a conclusão do Sínodo 2021-2024, e com vista a oferecer os seus frutos como dom às outras Igrejas e ao Santo Padre: qual é rosto concreto de Igreja sinodal missionária e que novos caminhos de sinodalidade estão a surgir na sua comunidade.”

Cada diocese é convidada, a partir do trabalho avaliativo realizado nas paróquias e comunidades, a redigir uma “epístola” em estilo narrativo, dirigida às outras Igrejas, na qual dê conta dos pontos mais salientes do percurso realizado: “as práticas iniciadas, os novos começos, as transformações em curso, mas também as dificuldades encontradas”.

Para cada etapa, o documento agora conhecido especifica objetivos, critérios a considerar na definição dos participantes nas assembleias e parâmetros a avaliar, tendo em conta pontos especificamente indicados do Documento Final do Sínodo.

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