Trump coloca uma estátua de Cristóvão Colombo na entrada de um dos edifícios da Casa Branca

Foto: Daniel Torok/White House | Flickr

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24 Março 2026

A instalação da estátua, que ocorreu neste fim de semana, não está isenta de controvérsia, pois trata-se de uma réplica da efígie de Colombo que foi exibida em uma praça de Baltimore e destruída e jogada no rio por manifestantes em 4 de julho de 2020.

A reportagem é de El Rastreador, publicada por El Diario, 23-03-2026.

O governo dos EUA ergueu uma estátua de Cristóvão Colombo em frente ao Edifício Federal Eisenhower, localizado no complexo da Casa Branca, em uma nova iniciativa do presidente Donald Trump para restaurar as representações históricas e culturais na capital americana.

A instalação da estátua, que ocorreu neste fim de semana, não está isenta de controvérsia, visto que se trata de uma réplica da efígie de Colombo que ficava exposta em uma praça de Baltimore e que foi destruída e jogada no rio Patapsco por manifestantes em 4 de julho (Dia da Independência dos Estados Unidos) de 2020.

Em carta tornada pública pela Conferência de Presidentes das principais organizações ítalo-americanas (Copomiao), o presidente Trump agradeceu a essas organizações pela “incrível generosidade” de presentear com essa réplica, após a estátua anterior ter sido “destruída por manifestantes antiamericanos”.

O porta-voz da Casa Branca, Davis Ingle, disse ao New York Times no último domingo que "nesta Casa Branca, Cristóvão Colombo é um herói, e o presidente Trump garantirá que ele seja homenageado como tal por gerações vindouras".

Em sua carta às organizações ítalo-americanas, Trump descreve Colombo como "o herói americano original" e afirma que sua viagem de 1492 transportou "milhares de anos de sabedoria, filosofia, razão e cultura através do Atlântico até as Américas" e que isso possibilitou o "triunfo da civilização ocidental" menos de três séculos depois, em 4 de julho de 1776, referindo-se à Declaração de Independência dos Estados Unidos.

Donald Trump afirma que esta estátua servirá como “um memorial eterno à coragem, à aventura e às mais nobres aspirações do espírito humano, bem como ao extraordinário orgulho da nossa maravilhosa comunidade ítalo-americana”.

A estátua, com cerca de quatro metros de altura, é uma réplica daquela que foi destruída e lançada no porto de Baltimore em 2020. Embora tenha sido colocada entre a Galeria Renwick do Smithsonian e perto do prédio principal da Casa Branca, ela não é acessível ao público e está bloqueada por várias cercas.

Além desta réplica da estátua de Colombo em Baltimore, que foi colocada lá em 1984 pelo falecido presidente dos EUA, Ronald Reagan, o governo atual reinstalou estátuas do oficial confederado Albert Pike, também na capital, e anunciou planos para devolver um memorial confederado ao Cemitério Nacional de Arlington, na Virgínia.

A obra contém partes da estátua que foram recuperadas do Porto de Baltimore, de acordo com a Conferência de Presidentes das principais organizações ítalo-americanas, que trabalharam em conjunto com o governo dos EUA para trazer a estátua a Washington D.C. "para celebrar a cultura ítalo-americana e o 250º aniversário dos EUA".

“As estátuas de Colombo são, há muito tempo, símbolos de orgulho e identidade cultural para mais de 18 milhões de americanos de ascendência italiana”, explicou Basil Russo, presidente desse grupo de associações, em um comunicado à imprensa. Ele afirma que, por mais de um século, “o legado de Colombo ajudou os imigrantes italianos a superar o preconceito e as dificuldades, servindo como fonte de união e senso de pertencimento enquanto construíam suas novas vidas neste país”.

A estátua traz uma mensagem semelhante à da base da escultura original: “Cristóvão Colombo, descobridor da América” e a dedicatória das organizações ítalo-americanas dos Estados Unidos ao presidente Donald Trump.

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