"Desamarrem-no e deixem que ele ande!". Breve reflexão para crentes ou não. Comentário de Chico Alencar

Mais Lidos

  • O cruzado, o imperador e seus ataques aos persas. Artigo de José Luís Fiori

    LER MAIS
  • Israel suspende ataques a gás do Irã após pedido dos EUA

    LER MAIS
  • “É imprescindível superar os preconceitos racistas”. Entrevista com Elodie Edwards-Grossi e Delphine Peiretti-Courtis

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

22 Março 2026

"No Evangelho de hoje (João, 11, 1-45), da morte e revivificação de Lázaro, já se anunciam os mistérios celebrados na Semana Santa: a dialética de vida/sofrimento/morte/ressurreição", escreve Chico Alencar, deputado federal - PSOL-RJ.

Eis o comentário

A morte assusta. Nossa finitude incomoda. Helio Pellegrino (1924 -1988), psicanalista, dizia que morrer era uma "ruptura drástica da forma". Minha amiga Fernanda Montenegro, nonagenária e muito ativa, diz que "tudo é uma ponte com o próximo. Viver muito é também uma perda imensa".

Somos carne e espírito, corpos constituídos no tempo e no espaço. Vida "sempre desejada, por mais que esteja errada" (Gonzaguinha, 1945-1991).

Helio e Gonzaga Jr já não estão fisicamente entre nós. Mas, seres de luz, continuam presentes, com suas palavras e arte. Transvivemos!

No Evangelho de hoje (João, 11, 1-45), da morte e revivificação de Lázaro, já se anunciam os mistérios celebrados na Semana Santa: a dialética de vida/sofrimento/morte/ressurreição.

Os eventos no pequeno povoado de Betânia são marcados pela presença reivindicante de Maria e Marta, irmãs de Lázaro, junto ao Mestre Jesus; a emoção e choro Dele - humaníssimo! - diante do amigo morto; pela garantia, que só a fé nos dá, da vitória da vida, vencendo o pranto, o túmulo, o apagamento.

A morte anda triunfante hoje em dia: nas guerras destruidoras por domínio e riquezas, nos assassinatos cruéis, nas ações policiais descontroladas e letais, nas doenças que prosperam com as insuficiências da saúde pública e com o colapso ambiental.

Há morte em vida no individualismo galopante, no afã de ganho, mesmo com fraudes, e também nas mentes deprimidas, desalentadas, desencantadas com a existência.

O chamamento de Jesus ao amigo é imperativo, como o das pessoas de bem que nos cercam e a beleza da natureza (apesar de tanto ecocídio): "Lázaro, saia para fora!".

Saiamos, desamarremo-nos, andemos, todo/as! A vida e os semelhantes nos chamam, para que lutemos contra as doenças do nosso tempo!

Leia mais