Brasil assume presidência trienal da COP15 das espécies migratórias

Foto: Matthieu Rochette/Unsplash

Mais Lidos

  • Israel irrita o Catar ao atacar um enorme campo de gás que compartilha com o Irã: "É perigoso e irresponsável"

    LER MAIS
  • Política das imagens, ecologia do olhar e memória ativa são contrapontos aos regimes de anestesia que banalizam o horror, o esquecimento acelerado e a saturação, convertendo tudo em “circulação descartável”

    A cultura como campo de insurgências e resistências ao capitalismo mafioso. Entrevista especial com Ivana Bentes

    LER MAIS
  • Mulher é assassinada a facadas em Esteio; RS chega a 23 casos de feminicídio em 2026

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

19 Março 2026

País aposta na ampliação da articulação regional, sobretudo em biomas compartilhados, como o Pantanal.

A reportagem foi publicada por ClimaInfo, 18-03-2026.

O Brasil assumiu oficialmente a presidência trienal da COP15 das espécies migratórias, que acontece em Campo Grande (MS) de 23 a 29 de março. O encontro discutirá estratégias para proteger espécies migratórias, preservar habitats e rotas usadas por esses animais ao redor do planeta.

A expectativa é que cerca de 3 mil representantes de mais de 130 países participem da conferência, entre autoridades, cientistas, organizações internacionais e representantes da sociedade civil. Os presidentes Lula e Santiago Peña (Paraguai) estão confirmados, além do ministro das Relações Exteriores do Peru, Elmer Salcedo, informam Campo Grande News e Correio do Estado.

Ao anunciar a programação para a conferência na 4ª feira (18/3), o presidente da COP15, João Paulo Capobianco, disse que o Brasil pretende usar sua posição na conferência para buscar novas adesões à Convenção sobre Espécies Migratórias da ONU; ampliar contribuições para fortalecer o tratado; e aumentar a produção de conhecimento sobre espécies migratórias no Brasil, destaca o RCN 67.

A escolha de Campo Grande para sediar a COP15 visa chamar a atenção para a importância do Pantanal, bioma compartilhado por Brasil, Bolívia e Paraguai. Capobianco ressaltou o desenvolvimento de ações conjuntas, tendo como uma das prioridades a cooperação contra incêndios transfronteiriços.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destacou a importância da cooperação entre os territórios, destaca a Agência Brasil. “As espécies não têm uma governança territorializada. É uma governança em fluxo e, portanto, se não tiver cooperação fica muito difícil que a gente cuide não só da espécie quanto dos seus habitats”, afirmou.

Também devem ser anunciados editais de pesquisa que vão permitir ao Brasil atualizar o conhecimento sobre o número de espécies migratórias ameaçadas; suas rotas pelo território nacional; e áreas consideradas essenciais para essas espécies, destaca o Um Só Planeta.

Atualmente, cerca de 1.189 espécies migratórias são protegidas pela convenção da ONU, incluindo mamíferos, aves, répteis e peixes. Além da importância ecológica, os animais também têm impacto direto na vida humana, como na polinização de plantas e dispersão de sementes, lembra o g1.

Leia mais