A questão feminina: quem chega tarde demais é punido pelos sinais dos tempos. Artigo de Matthias Altmann

Foto: Pexels/Canva

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12 Março 2026

"A questão da ordenação certamente não será encerrada em algumas regiões após esta publicação. No mínimo, o diaconato feminino precisa ser viabilizado", escreve Matthias Altmann, editor do site katholisch.de, em artigo publicado por Katholisch, 11-03-2026.

Eis o artigo.

O que muitas mulheres na Alemanha já sentiam há tempos agora está comprovado pelo Vaticano: as mulheres fiéis muitas vezes não se sentem mais em casa na Igreja porque não lhes é dada participação suficiente – e estão considerando abandoná-la. Aparentemente, e isso não é nenhuma surpresa, trata-se de um fenômeno global. No entanto, é notável a clareza com que o relatório publicado na terça-feira pelo grupo de trabalho derivado do Sínodo Mundial formula certos pontos: a resolução da "questão feminina" na Igreja é urgente, afirma o documento. Mas, mais uma vez, surge a pergunta: como uma Igreja com ritmos de desenvolvimento diferentes lidará com essa constatação?

Fala-se de um "sinal dos tempos" através do qual o Espírito Santo se manifesta. E de uma Igreja que deve decidir "se permite que a mudança social aconteça por si só, ou se quer agir proativamente para mudar a si mesma". Uma versão católica de "Quem chega tarde demais será punido com a vida"? Afinal, debates sobre igualdade vêm ocorrendo na sociedade e na Igreja há décadas.

Infelizmente, o relatório deixa muitas dúvidas em aberto. No entanto, é um sinal de que a Igreja como um todo está finalmente percebendo que aqueles que ignoram a questão das mulheres em posições de responsabilidade correm o risco de perder credibilidade na proclamação do Evangelho e de perder vitalidade. É claro que um passo simples seria aumentar visivelmente o número de mulheres em certos cargos ou funções, onde quer que existam estruturas adequadas – em todos os níveis. Isso também incluiria adaptar as estruturas onde atualmente elas dificultam o avanço das mulheres. Que espaços existem para as suas vozes? Onde elas são ignoradas? E como podemos convencer os bispos que ainda não reconhecem a necessidade urgente de ação?

O documento deixa claro que já é hora de levar a sério as vocações das mulheres católicas em todo o mundo. Resta saber, porém, se as medidas mencionadas serão suficientes para que muitas mulheres se sintam novamente em casa na Igreja. O texto fala da importância de levar em conta os diferentes contextos culturais. A questão da ordenação certamente não será encerrada em algumas regiões após esta publicação. No mínimo, o diaconato feminino precisa ser viabilizado.

O relatório completo está disponível aqui.

 

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