IHU lança ciclo de estudos sobre o pensamento de Gilbert Simondon

Gilbert Simondon (Foto: Simondon.fr)

Mais Lidos

  • “Meu pai espiritual, Santo Agostinho": o Papa Leão XIV, um ano depois. Artigo de Carlos Eduardo Sell

    LER MAIS
  • Aumento dos diagnósticos psiquiátricos na infância, sustentado por fragilidades epistemológicas e pela lógica da detecção precoce, contribui para a medicalização da vida e a redefinição de experiências comuns como patologias

    A infância como problema. Patologização e psiquiatrização de crianças e adolescentes. Entrevista especial com Sandra Caponi

    LER MAIS
  • A mineração de terras raras tem o potencial de ampliar a perda da cobertura vegetal nas áreas mineradas, além de aumentar a poluição por metais tóxicos e elementos químicos radioativos que são encontrados associados às terras raras, afirma o pesquisador da UFRGS

    Exploração de terras raras no RS: projeto põe recursos naturais em risco e viabiliza catástrofes. Entrevista especial com Joel Henrique Ellwanger

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

11 Outubro 2025

O Instituto Humanitas Unisinos – IHU promove, entre 21 de outubro e 16 de dezembro de 2025, o Ciclo de Estudos e Colóquio Gilbert Simondon. Tecnogeografia, Informação e Arte. Inspirado na obra do filósofo francês, o ciclo se volta a um pensamento que desafia a visão instrumental da técnica, compreendendo-a como força de individuação e coevolução entre o humano, o meio e a cultura.

Pensar a técnica a partir de Simondon é recusar tanto a nostalgia da natureza perdida quanto o encantamento ingênuo pela máquina. É reconhecer que os objetos técnicos não são simples ferramentas, mas mediadores vivos de mundos: articulam ecossistemas, afetam modos de vida e instauram novas sensibilidades. Nessa chave, a tecnogeografia propõe deslocar a técnica do campo da produção para o da criação: a técnica não apenas modela o território, mas é também modelada por ele.

Em tempos marcados por crises climáticas, pela expansão da inteligência artificial e pela reconfiguração dos territórios físicos e digitais, revisitar Simondon é uma forma de interrogar a técnica como experiência sensível e política, condição de individuação coletiva e matriz das novas formas de convivência entre o humano, a máquina e o ambiente.

As conferências do ciclo abordarão temas como concretização e tecnicidade, antropogênese e técnicas culturais, territorialidade e informação, cosmoestética e tecnografia, além de ética simondoniana. Cada encontro busca iluminar, sob diferentes ângulos, a ideia de que pensar a técnica é pensar a própria gênese do real.

Todas as atividades são online e gratuitas, realizadas sempre das 10h às 11h30min. Encontros com convidadas e convidados estrangeiros contarão com tradução simultânea. Será fornecido certificado a quem se inscrever e registrar presença durante a transmissão.

O ciclo integra a Red Latinoamericana de Estudios Simondonianos (RELES), reunindo pesquisadoras e pesquisadores do Brasil, Argentina, Colômbia, Chile e México, além de interlocutores de outras regiões do mundo.

Confira as conferências:

 

Inscreva-se no ciclo de estudos aqui.

Leia mais