Hamas diz que concorda com cessar-fogo de 60 dias

Foto: Pixabay/Itoldya

Mais Lidos

  • O manifesto perturbador da Palantir recebe uma enxurrada de críticas: algo entre o tecnofascismo e um vilão de James Bond

    LER MAIS
  • A socióloga traz um debate importante sobre como as políticas interferem no direito de existir dessas pessoas e o quanto os movimentos feministas importam na luta contra preconceitos e assassinatos

    Feminicídio, lesbocídio e transfeminicídio: a face obscura da extrema-direita que viabiliza a agressão. Entrevista especial com Analba Brazão Teixeira

    LER MAIS
  • ​Economista e jesuíta francês ministra videoconferência nesta terça-feira, 28-04-2026, em evento promovido pela Comissão para Ecologia Integral e Mineração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com Instituto Humanitas Unisinos – IHU

    Gaël Giraud no IHU: Reabilitar os bens comuns é uma resposta política, social, jurídica e espiritual às crises ecológicas e das democracias

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

19 Agosto 2025

Acordo foi proposto em encontro entre militantes palestinos, Egito e Catar e envolve troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos.

A reportagem é publicada por DW, 18-08-2025.

Membros do Hamas anunciram nesta segunda-feira (18/08) que o grupo extremista concordou com uma proposta de cessar-fogo de 60 dias com Israel, que inclui a devolução de metade dos reféns mantidos em Gaza e a libertação por Israel de prisioneiros palestinos.

O acordo proposto veio após negociações entre o Hamas e autoridades do Egito e do Catar que têm ocorrido no Cairo nos últimos dias. Enquanto isso, no fim de semana, manifestantes tomaram várias ruas de Israel e fizeram greve geral contra a guerra e por um acordo para garantir a libertação dos reféns.

Dos 251 israelenses sequestrados em 7 de outubro de 2023, ainda há 50 reféns em Gaza – acredita-se que 20 deles estejam vivos.

Ainda não houve uma resposta do governo de Israel à proposta do Hamas, grupo considerado terrorista por países como os EUA e a União Europeia.

Ampliação da ofensiva

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tem sido pressionado por um acordo após anunciar uma ampliação da ofensiva em Gaza. Ele quer tomar o controle da cidade de Gaza, uma das áreas mais populosas do território palestino, que Israel alega abrigar o principal foco do Hamas.

Os planos israelenses de evacuar os palestinos da cidade à força, em meio à pior fase da crise humanitária em Gaza até o momento, foi um dos motivos para a grande mobilização popular contra o governo deste fim de semana.

Na última rodada de negociações indiretas de cessar-fogo, Israel disse que concordaria em cessar as hostilidades se todos os reféns fossem libertados e o Hamas depusesse as armas. A última exigência foi rejeitada publicamente pelo grupo islâmico até que um Estado palestino seja estabelecido.

Palestinos em fuga

Na Cidade de Gaza, muitos palestinos também têm convocado protestos para exigir o fim de uma guerra que destruiu grande parte do território e para que o Hamas intensifique as negociações para evitar a ofensiva terrestre israelense.

Milhares de palestinos, temendo uma iminente invasão, já deixaram suas casas em várias áreas da cidade.

Como Israel já controla 75% de Gaza, familiares temem que expandir a ofensiva poderia colocar em risco os reféns ainda vivos.

Leia mais