Apesar da retomada, recurso para saúde pública ainda não chega a 4% do PIB, aponta especialista

Foto: Tomaz Silva | Agência Brasil

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04 Janeiro 2024

Área teve ações positivas no primeiro ano do 3º governo Lula, mas precisa superar desfinanciamento histórico.

A reportagem é publicada por Brasil de Fato, 03-01-2024.

O ano de 2023 começou com o Brasil em situação alarmante nos índices gerais de vacinação. Segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a taxa de imunização despencou de mais de 90% para cerca de 70%. O resultado colocou o país entre as dez nações com menor cobertura vacinal do mundo.

Esse foi apenas um dos problemas do cenário deixado pelo governo de Jair Bolsonaro, que, na época, também deixou o menor orçamento da história para o setor da saúde. O governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu reverter as perdas de recurso com a PEC da Transição e pouco mais de um ano depois retomar os níveis de vacinação do país com Movimento Nacional pela Vacinação.

A edição o programa de rádio Bem Viver desta quarta-feira (3) traz uma retrospectiva da retomada do investimento nas políticas de saúde do primeiro ano do governo Lula.

Além das ações para conter as crises na saúde indígena e na vacinação, o governo recriou programas que estavam suspensos e investimentos em áreas que foram deixadas de lado pela gestão anterior. Nessa lista estão o Mais Médicos, o Farmácia Popular, a Rede Cegonha e o Brasil Sorridente, entre outros. Mas a retomada ainda não é suficiente para reverter as perdas recentes e a falta de financiamento histórica.

Segundo uma pesquisa do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde e da associação Umane, o dinheiro destinado para o setor sofreu queda de 64% entre 2013 e 2023. O levantamento, publicado em maio, já levava em consideração o que era previsto para o ano passado.

Evelyn Santos, gerente de parcerias e novos projetos da Umane, organização da sociedade civil que apoia iniciativas em saúde pública, afirma que a falta de investimentos atinge principalmente populações periféricas e vulneráveis, como mulheres, crianças, pessoas negras e indígenas. Ela defende a necessidade de mais recursos, principalmente para a atenção básica, considerada primordial para os fatores determinantes da saúde.

"Nós fazemos muito com muito pouco. Se olharmos o quanto do PIB é gasto em saúde no Brasil, estamos em linha com os países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), bem desenvolvidos se comparáveis conosco. Agora, quando olhamos quanto por cento disso é gasto público, ou seja, saúde pública - que atende 100% da população em vários serviços e grande parte da população também na assistência - vamos que não chega a 4%", afirma ela.

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